
Hoje compartilhamos um dos últimos textos escritos por Emerson Monteiro, concluído no dia 11 deste mês. Publicá-lo agora é nossa forma de homenagear um escritor que fez da palavra um exercício permanente de sensibilidade, reflexão e humanidade.
Por: Emerson Monteiro

Enquanto o ego apresenta mil faces, o Eu Real traz apenas uma e única. Vez ser assim a composição entre a matéria e o Espírito, entre a razão e a Intuição, a ilusão oferece tudo quanto haverá, na intenção de permanecer aqui a todo custo. Nisto, o corpo de doutrina das existências, a considerar visão definitiva, abrangente do nada e do Ser perante o Cosmos, tal motivo de interpretar a razão de estar Aqui. As tantas faces se alternam em ação de continuar até quando possível seja.
Ao sequenciar dessa interpretação, caberá, certa feita, distinguir o sentido desse encontro consigo no mais íntimo ser. Tangenciar pelos céus à busca, certo tempo, decifrar o código da Razão em si mesmo. O palco desse roteiro significa o Inconsciente, até o tempo de trazê-lo ao ser ciente, hora da plena revelação daquilo em pauta no correr das gerações. Livre, pois, das realidades artificiais, se superpõe ao intermediário o padrão do Absoluto, causa primeira desde quando aqui.

Desta equação da existência, porém, algo revela a missão dos seres ditos inteligentes, conquanto interpretam o senso dos destinos neles mesmos. Vêm a lume integrar esses dois aspectos do quanto existe todo tempo. À medida dessas vivas, através das quantas histórias aqui presenciadas e praticadas, lá um dia desvendam o pomo disso através da real compreensão do significado e de sua utilização, desfazendo além da metéria o enigma a que vieram, então. Transcorrem essa fronteira entre razão e consciência, distinguindo em definitivo o caminho da Verdade absoluta.
Bem necessário, outrossim, prática condigna aos princípios morais, perlustrados nos credos e religiosidade, transe por demais eficaz naquilo a denominar autoconsciência. À medida dos séculos, por meio das percepções científicas e tecnológicas, os seres humanos agora veem com clareza a função inequívoca dos seus dois hemisférios cerebrais, um voltado ao raciocínio lógico, o outro aos pendores da Consciência interior.

A verdadeira presença não ocupa espaço; ela habita a memória.




