O que é a paz?

Por:Mirtzi Lima Ribeiro

A paz é um atributo dos fortes de espírito, daqueles que não se curvam e nem se submetem à bestialidade, às infâmias, às mentiras, às dissimulações, às desqualificações dos outros, às pilhérias, às birras tóxicas, à maledicência, aos comportamentos dadinhos e apequenados dos que não se educam à civilidade e à concórdia respeitosa.

A paz é qualidade que se ergue com fortaleza e firmeza em corações com empatia e que sabem dignificar a vida, o outro, as verdadeiras virtudes e a hombridade no caráter.

A paz é construída sobre bases sólidas de uma boa educação e esmerada cultura humana, de honra e de sensatez. É um atributo nobre, que está na alma de mentes iluminadas, conscientes, fraternas, cooperativas, de parcerias, que sabem se elevar e pautam por ser aprazíveis.

A paz é ação senciente, pontual e precisa. O que é pensado ou absorvido como conceito é o que transborda no comportamento. Portanto, a paz é a pérola mais pura, o ouro de maior valor, a platina mais refinada, o cristal que se torna amor: ao próximo; ao coletivo em detrimento do individualismo; à natureza que precisa ser preservada.

A paz é a mão que ergue o outro, que constrói, que invoca as forças divinas e diviniza situações, dificuldades, desafios, transformando chumbo em ouro, numa alquimia de vida e de beleza.

A paz é alguém que sai da obscuridade e trevas para abraçar a luz, que abandona seus comportamentos desprezíveis e adota a reformulação de seus conceitos perversos, na busca por se regenerar, se recuperar de uma visão tacanha e medíocre, migrando para uma melhor compreensão e mais primorosos hábitos.

A paz é sair da inconsciência e da mesquinharia humana e resgatar a realeza da alma, é deixar de ser lagarta que rasteja e devora lavouras para ser borboleta que é bela, que voa e se alimenta do néctar das flores sem destruí-las.

A paz é trocar a sujeira mental em claridade espiritual, é abandonar: as falsidades, as mentiras, as narrativas mentirosas que visam vantagens inadequadas, as controversas ferocidades que visam danificar reputações de modo injustificado. E ao invés disso, adotar os campos floridos da ética, do amor ao próximo, da lisura e da fineza em comportamento genuíno. É preciso um esforço direcionado para se transformar em uma pessoa melhor.

A paz é construída, erguida e consolidada, apenas quando a ponta do dedo humano decide tocar um pequeníssimo pedaço da veste Divina, que transmite luz e vida, significado e propósito, abrilhantando a existência e as perspectivas.

A paz é fruto do amor consciente, com perenidade, equilíbrio, tendo por base a boa vontade, a disposição em se aprimorar, se reeducar e de se aperfeiçoar.

A verdadeira paz é como o aço, um elemento de alta resistência, maleável na hora de ser moldado e burilado, e que paradoxalmente, se torna durável, firme, forte, intrépido e difícil de sofrer corrosão.

Esses atributos são alusivos também aos corações dos pacificadores: eles não são criaturas boazinhas e dobráveis frente a injustiças e comportamentos odiosos, porque são intrépidos e jamais serão condescendentes com o que avilta a alma, com o que é maléfico, com o que é falso, com o que é decaído, com a mentira ou a falsidade, com quem cria narrativas para se eximir de responsabilidades, da devida maturidade e da preciosa honradez.

Só é capaz de reivindicar a paz alguém que possui e desenvolveu coragem, que assume seu poder pessoal, que se torna sua própria bússola, seu diamante e sua luz a guiar. Não vive e nem alimenta subterfúgios porque abraça a claridade e a lucidez.

A paz não é discurso tolo ou débil, não é inércia nem falta de ação, antes é a ação mais poderosa que existe porque se veste do amor mais puro e perfeito, da coragem mais robusta e das qualidades mais sublimes.

🎧 Para deixar a paz ecoar em silêncio:
“Vento de Lá”, na voz que acaricia de Ceumar.

 

 

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