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A Família que Deus me presenteou

Após falar da Sagrada Família, chegou a vez de falarmos da nossa, nem tão sagrada, mas a que merecemos ter e viver. É isso mesmo. Não se assuste, temos e vivemos na família, que merecemos e que precisamos ter. Vejamos assim: todos nós, ou a maioria de nós, passou por uma escola, colégio, ou educandário. Independente da localidade, qualidade dos professores ou estrutura, passamos por um processo de aprendizado, e se não fossemos aprovados, voltaríamos no ano seguinte, para o mesmo ano cursado. Muitas vezes, com os mesmos professores, mesmos colegas e enfim, nova tentativa de aprendizado.

Na família, também o processo educativo é o mesmo. A diferença é que os papéis mudam. Explico melhor: aquela que fora nossa mãe, agora volta como nossa irmã, tia, avó.. e, dependendo do resultado do aprendizado, o processo não é tão simples como na sala de aula. Isso acontece, porque, como nossa primeira sala de aula é a nossa família, precisamos aprender a conviver com aquele irmão que não toleramos, com o pai que nos tem aversão, a mãe que claramente não nos suporta. E esses casos acontecem. Já ouviu falar do filho que nem aceitou o leite da mãe? Acontece muito… o filho em muitos casos, como ainda é bem pequeno e o processo reencarnatório não se concluiu, guarda em seu corpo espiritual quem fora aquela mulher, mesmo que não saiba se expressar. Essa rejeição pode mudar, se a mãe tiver um amor tão determinado, que possa apagar as lembranças de outra existência.

Deixando a parte da família escola um pouco de lado, vamos falar da nossa família e de nosso dia a dia. Todos nós temos histórias de família, algumas que nos fazem ter orgulho de pertencermos, outras que nem tanto, e, até as ignoramos. Nosso objetivo aqui, e trazer à nossa lembrança e aos nossos corações as nossas bases, nossas vidas como são e foram verdadeiramente. Sabemos que a noite de Natal se aproxima, e já estamos falando dos presentes, da roupa, sapatos e acessórios que iremos comprar, das lembrancinhas ou dos grandes presentes que serão dados nesta grande noite. Mas em muitos casos, essa família é fictícia. Como personagens que criamos, ou vemos nas telenovelas ou grandes filmes, chegamos a criar uma família para nós. Será isso mesmo?

Mas lembrando um pouco do que foi dito nos artigos anteriores, quando falamos de José o Pai adotivo de Jesus, de Maria a nossa Grande Mãe e de Jesus, nosso Irmão, nosso mestre e Guia.

Não quero ser chata, nem tirar a alegria de ninguém. Mas gostaria muito que neste final de ano tão diferente, na verdade, o segundo ano muito diferente. Nestes quase dois anos, muita coisa aconteceu em nossas vidas. Muitos não estão mais conosco, outros se tornaram distantes simplesmente porque não somos mais interessantes, ou mesmo, porque descobrimos que nos tornamos diferentes, e algumas pessoas de nosso convívio, descobriram outros caminhos e outras companhias as quais se afinaram energeticamente. Muitos Espiritualistas, mesmo o nosso querido Chico Xavier, falava da mudança do Planeta. Mas, a mudança do planeta, além das mudanças climáticas, implica também, nas mudanças energéticas de nossos corpos. Nos levando a novas crenças, novas vivências e até mesmo mudanças de valores. Tenho certeza, que muitas pessoas ao nosso redor, puderam dar algum depoimento, ou vontade de mudar de vida.

A vida no campo passou a ser mais procurada, a busca da natureza, se tornou necessária para muitos. Isso, mesmo que muitos não tenham notado, se chama mudança de padrão vibratório. Os valores que dávamos anteriormente a algumas coisas ou comportamentos, não são mais interessantes a nós. Isso tudo, tem sido positivo. A transição da Terra, significa mudanças de padrão. Já tínhamos ouvido falar que somos espíritos vivendo experiências materiais. O século passado, nos trouxe muita mudança tecnológica, avanços em várias áreas da medicina e na verdade em toda ciência. Identificamos jovens como Malala, e Greta Thunberg – nos ensinando e nos cobrando padrão de comportamento frente a Natureza, à nossa mãe Terra, que vem sofrendo terrivelmente pela ação de seu maior inimigo: o homem!. Logo o homem, imagem e semelhança do Criador, destruindo o que ele criou para nos ajudar a viver melhor. Desencarnes coletivos vêm nos assustando e muitos ainda não entenderam que foram, e ainda serão, necessários até que compreendamos a nossa Natureza e a nossa relação com a Mãe Terra. Incrivelmente ainda estamos colocando no poder pessoas que tem o único intuito de piorar a situação de muitos seres humanos. Nossos semelhantes, nossos Irmãos em Cristo. Cada planta, cada animal, cada fonte de água destruída, somos nós os prejudicados. A Natureza, vencerá sem a nossa presença, mas não viveremos sem a natureza.

Não pensem que me desviei do tema central de nossa reflexão. Estou relembrando os ensinamentos do Cristo. O mesmo Cristo que iremos comemorar seu aniversário nos próximos dias. Como será que estará o coração d´Ele, nos vendo bebendo e com uma mesa farta, quando em outras casas, nossos irmãos não terão o que comer. Possivelmente, você deverá pensar: “O que tenho a ver com isso?”. Respondo: tudo. Porque quando não faço nada para mudar uma situação, é porque concordo com ela. Já parou para pensar nisso?

Mas voltando às questões voltadas de fato para nossas famílias, gostaria de trazer algumas questões para nossa reflexão. Família! Que bom ter uma, não é mesmo? Como está ela? Sabe, há alguns poucos anos, eu, um dos meus irmãos e alguns primos, tomamos a iniciativa de tentar fazer o encontro da nossa família, por parte de nosso pai. Conhecida como os filhos de Antônio Mororó. Homem respeitado, comerciante de pluma de algodão, semente de oiticica e por muito tempo tropeiro. Uma grande família que havia se dispersado ao longo dos anos, mas para nossa surpresa, morando muito próximos uns dos outros. Mas não havia entre eles o costume de se encontrarem, comemorarem a vida. Fizemos todos nós um grande esforço e finalmente o grande dia chegou. Eu, como neta mais velha da família e aprendiz de escritora, resolvi trazer a todos na forma de um livreto, as lembranças de menina na casa dos meus avós. Claro que não contei só com as minhas memorias, mas reunir aqui e acolá a lembrança de outros. Posso dizer que foi umas das coisas mais emocionantes de nossas vidas. A casa que havia sido construída por meu avô, estava em péssimo estado, então, fizemos, nos dois primeiros anos, na casa de um Tio, depois parte da família, hoje Barbosa, que tem a posse da casa, resolveu recuperar a casa, e lá fizemos o Maior Encontro.

Não estou contando esta aventura, sugerindo que alguém faça o mesmo, mas podem tentar, será uma grande viagem ao passado. E voltar ao passado, não é só tristeza, é alegria, é amor que se reencontra, é saudade que aperta o coração e que de repente se alivia. Por que foi tão bom? Porque pudemos nos abraçar, olhar nos olhos dos tios, tias, tão perto e tão distantes do coração. Não vamos deixar que as famílias se reúnam apenas nos velórios, mas que se criem momentos de brindar a vida, a solidariedade que existia. O amor do toque ao abraçar um irmão que ha tempos não se via. E os primos, filhos dos primos, nossa! Quanta vida deixou de ser vivida, quantas palavras deixaram de serem ditas.

Alguém pode até pensar: mas a minha família é tão problemática, não gosto de fulano sicrano se distanciou e nunca nos procurou, por que agora, vou falar com ele, vou a uma festa para vê-lo. Eu aproveito para perguntar: A sua família é perfeita? A minha está longe disso. Mas considerando que eu também não sou perfeita, nem meus irmãos, e mesmo assim procuramos olhar o lado bom de cada um, sugiro que essa festa de Natal, seja a festa do possível. Sabe, Jesus nos sugere que busquemos a felicidade. Mas O Evangelho ainda nos diz: A felicidade não é deste mundo. Concordo. Caso fosse, não estaríamos neste planeta Terra.

Caros amigos, leitores conhecidos e desconhecidos, vivam o hoje, o agora. Sabe por que o hoje é o presente? Porque é PRESENTE. Aproveitemos a Alegria que as Energias do Nascimento de Jesus nos envolvem, e pense em não só dá presente, mas SER PRESENTE.
Que nosso Natal seja feliz, alegre e cheio de reencontro. Reencontro de corações que ainda são apaixonados pela vida! Seja Presente na vida de alguém. Faça sua parte para um mundo melhor, para uma vida melhor. Depois, se tomar um bom vinho ou bom espumante, certamente o efeito será de um encontro profundo consigo mesmo. Pode até se encontrar sem o vinho e sem o espumante. E se alguém virou uma estrelinha lá no céu, agradeça a Deus por ter convivido com ela. Certamente, ela estará fazendo a mesma coisa por você, lá de cima.

AH! Pra não esquecer! Agradeça a Deus ou a Divindade que você acredita por estar aqui. Certamente você ainda terá muito o que fazer! Aproveite!

Feliz Encontro com você e com Jesus! Ele jamais te deixará sozinho!

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