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O Câncer de mama – posso mudar isso?

Hoje, em nossa coluna achei por bem falar no chamado “Outubro Rosa”. Contudo, acho que todos os dias deveriam ser “Rosa”, no que ele representa para nós mulheres. O Câncer de mama, o foco dessa campanha, como em qualquer outra parte, no homem ou na mulher, causa sequelas não só do ponto de vista do corpo, mas também, sequelas psíquicas, muitas delas difíceis de serem revertidas.

O Movimento internacional de conscientização para o controle do Câncer de mama, foi criado no inicio da década de 1990 pela Fundação “Susan G. Comem for the Cure”. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de promover e compartilhar informações e despertar a necessidade de se prevenir da doença e reduzir sua mortalidade.

O INCA – o Instituto Nacional do Câncer, desde 2010, participa na promoção de eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, dessa forma, produz materiais e recursos educativos para disseminar informações sobre fatores protetores e detecção precoce do câncer de mama.

O termo câncer, abrange mais de 100 tipos de doenças malignas que têm em comum o crescimento desordenado de células, que podem invadir tecidos adjacentes ou órgãos à distância. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser agressivas e incontroláveis. Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Quando começa nos tecidos epiteliais, como mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, musculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

O câncer surge a partir de uma mutação genética, ou seja, de uma alteração da célula, que passa a receber instruções erradas para as suas atividades. Segundo O INCA, as alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados proto-oncogenes, que, a princípio, são inativos em células normais. Quando ativados, tornam-se oncogenes, responsáveis por transformar as células normais em células cancerosas.

Segundo indicadores da base dos Registros de Câncer e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/MS), apresentamos estimativa de incidência conforme a localização primária do tumor e sexo.

Em homens, Brasil 2020

LOCALIZAÇÃO PRIMÁRIA   CASOS NOVOS       %
Próstata    65.840   29,2
Estômago    13.360     5,9
Traqueia,Brônquios e Pulmões    17.760     7,9
Bexiga      7.590     3,4
Sistema Nervoso Central      5.870     2,6
Todas neoplasias, exceto pele e melanona 225.980  100,0

Obs. Não apresentamos todas as patologias, por isso, mas fechamos o percentual do quadro.

Em Mulheres do Brasil

LOCALIZAÇÃO PRIMÁRIA   CASOS NOVOS     %
Mama Feminina   66.280    29,7
Cólon e reto   20.470     9,2
Cólon do útero   16.710     7,5
Glândula Tireoide   11.950     5,4
Estômago     7.870     3,5
Sistema Nervoso Central     5.230     2,3
Todas neoplasias, exceto pele e melanoma  233.110  100,0

Fonte: MS/INCA/Estimativa de Câncer no Brasil, 2020
MS/INCA/Coordenação de Prevenção e Vigilância/ Divisão e Vigilância e Analise de situação.

Vamos apresentar um pequeno quadro com os índices de mortalidade no ano de 2019

Em homens, Brasil

    ——————     CASOS NOVOS   %
Traqueia, Brônquios e Pulmões     16.733   13,8
Próstata     15.983   13.1
Estomago       9.636     7,9
Sistema Nervoso Central       5.049     4,1
Todas as neoplasias   121.686 100,0

Vamos apresentar um pequeno quadro com os índices de mortalidade no ano de 2019.

Em mulheres no Brasil

LOCALIZAÇÃO PRIMÁRIA   Óbitos   %
Mama   18.068 16,4
Traqueia, Brônquios e Pulmões   12.621 11,4
Colón de útero     6.596   6,0
Sistema Nervoso Central     4.663   4,2
Todas as neoplasias  110.344 100,0

 

A apresentação desses dados estatísticos, tem por finalidade, trazer ao conhecimento dos leitores sobre a gravidade da doença, no entanto, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas, com diagnóstico precoce e tratamento adequando. É do conhecimento de boa parte da população a necessidade dos exames periódicos, mais ainda, e, principalmente, condições necessárias oferecidas pelo poder publico para que o atendimento, após o diagnóstico, seja rápido e eficiente. No entanto, sabemos que essa não é a nossa realidade. Em João Pessoa, conhecemos o trabalho do Hospital Napoleão Laureano, a competência de sua equipe médica e todos os trabalhadores e voluntários que lá atuam, mas não basta só isso. O Câncer merece a atenção de nossos políticos, e do poder público em geral. Sei que existe um outro hospital que também atua no combate ao Câncer, mas me refiro ao Laureano, por conhecer de perto a sua trajetória.

Contudo, o que diz a Espiritualidade a respeito do câncer? Busquei informações em dois grandes médicos que nos trazem informações. A primeira, Dra. Marlene Nobre, fundadora da Associação Medica Espirita do Brasil, que tem capilaridade em todos Estados brasileiros e no exterior.

 Vamos adentrar um pouco mais nas informações espirituais sobre essa doença.

Não podemos esquecer que todas as enfermidades, tem como finalidade, nos levar a fazer as reflexões sobre a nossa vida e o nosso caminhar como ser humano. Refletir principalmente sobre nossas ações e atitudes, perante o Criador e Seus ensinamentos. As informações sobre o Câncer, são inúmeras, mas tentaremos neste espaço, levar ao leitor apenas pontos que poderão levar a reflexão e quem sabe, com nossa mudança de vida, alterar a probabilidade de desenvolvermos um Câncer.

A visão Espiritual do Câncer
Nos diz Dra. Marlene:
“Como já dissemos, quando analisamos as infecções e as predisposições mórbidas, é preciso buscar na alma as raízes das doenças. No caso do câncer, não poderia ser diferente.

As produções mentais negativas geraram irradiações impróprias, semelhantes às projeções de raios X ou de raios ultravioleta, que se tornam lesivas às células. Prejudicando o trabalho sinérgico delas, e provocando, consequentemente, a sua desarticulação.

A doença surge como um estado secundário; na verdade, a origem do câncer ou da perturbação do equilíbrio celular encontram-se muito mais radicada na distonia mental.
Sabemos que no núcleo da célula, no genoma (total de genes), temos o conjunto de probabilidades para a nova existência, construindo com base no Estado evolutivo do Espírito reencarnante, refletido perispírito ou modelo organizador biológico. No núcleo, portanto está expresso o carma de cada um, a conta do destino que ele traz de vidas anteriores, mas as criaturas têm a possibilidade de modifica-lo, todos os dias, fazendo suas escolhas, quanto ao funcionamento – abertura ou fechamento – de determinados genes; no caso do câncer, dos oncogenes (Nobre, 2012)

Desde o inicio dessa série de artigos, procuramos trazer uma linha de reflexão, sob o ponto de vista da Espiritualidade, enquanto a medicina que teremos no futuro, terá esse mesmo conhecimento em todas as áreas do conhecimento. Joanna de Ângelis, através da psicografia de Divaldo Franco, nos oferece mais informações sobre o nosso ser e as enfermidades. A Entidade amiga, nos lembra a necessidade do cultivarmos pensamentos salutares, como forma de deixar fluir na corrente sanguínea “como tônus revigorantes das células, passando por todas elas e mantendo-as em harmonia no ritmo das finalidades que lhe dizem respeito. O oposto também ocorre, realizando o mesmo percurso, perturbando o equilíbrio e a sua destinação.

Com relação ao Câncer, a Autora Espiritual nos alerta: “O desamor pessoal, os complexos de inferioridade que resultam dos temperamentos fortes são fontes de constantes atritos com o organismo, resultando em cânceres de mamas (femininos), da próstata, taquicardias, disfunções coronarianas, cardíacas, enfartos brutais…”

Neste processo do câncer de mama, não poderia deixar de falar de uma questão pouco abordada em artigos ou em estatísticas. O abando das mulheres por seus maridos quando mastectomizadas (retirada cirúrgica de toda mama). Além da necessidade de se adaptarem a uma nova situação, ainda conta com o desamor e o preconceito de seus companheiros.
Jamais podemos esquecer os ensinamentos do Cristo, e hoje, com o contato com os Médicos da Espiritualidade nos trazendo os ensinamentos da necessidade do aprendizado com a dor. Quando um membro da família adoece, não é só ele que aprende, somos todos nós que estamos com o enfermo.

Ouvi, em um dia de atendimento na casa espírita, da mãe de uma paciente jovem com um tumor no cérebro, que pela localização não podia ser removido, que a cura da filha não era possível, todos sabiam, mas a cura de sua família tinha acontecido. No momento que a família soube do caso da filha, todos voltaram a se encontrar e apoiá-la. A cada encontro, como acontece numa terapia familiar, se uniram e ficaram mais solidários. É este, o sentido da doença que não trás a cura como a conhecemos, no corpo físico, mas aconteceu nas almas daquela família.

Só o amor pode libertar o homem de seu passado que destrói as algemas que o mantém prisioneiro. Não dá pra concluir esse artigo sem trazer as palavras de Jesus:
Só o amor cura! O aqui e o agora, é o tempo que está nos sendo dado. É nosso maior presente. Aproveitemos!

Fica a critério de cada leitor responder: Posso mudar isso?

 

Obras Consultadas:
Santos, Robson Pinheiro – Medicina da Alma/pelo Espirito Joseph Gleber .
Franco, Divaldo pelo Espirito Joanna de Ângelis – Autodescobrimento – Uma busca Interior;
Nobre, Marlene – A Alma da Matéria – São Paulo 2012
Outubro Rosa : disponível em www.inca.gov.br/outubro rosa – disponível em 07/10/2021

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