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O poder ideológico da imprensa

Por: João Vicente Machado

     A operação lava jato teve e continua tendo a cumplicidade de parte da imprensa e espetacularizou seus  feitos através de “jornalistas de confiança” transformando-se numa escola recheada de mentiras, calúnias e injustiça.

    A foto acima, publicada numa matéria da revista Fórum sobre a Vaza Jato, revela e nomina cada um  dos figurantes da “imprensa marronzista” ( Odorico Paraguassu) e descreve em detalhes, o modus vivendis, o modus operandis e o modo compensatório do grupo, além de suas (deles) relações incestuosas. https://revistaforum.com.br
    São eles: Vladimir Netto, da rede Globo,  filho da jornalista Miriam Leitão e autor da biografia de Sérgio Moro; Ricardo Brandt, do Estadão; André Guilherme, do Valor Econômico; Germano Oliveira da Isto É; e Flávio Ferreira da Folha de São Paulo.
    Todos eles compunham um triângulo sinistro com Sergio Moro como juiz e Deltan  Dallagnol  como promotor federal, que escalavam o impeachment de Dilma Roussef, com a função  de amaciar, acondicionar, adornar e divulgar notícias favoráveis ao golpe parlamentar.
    Fiz o preâmbulo para mostrar, principalmente para aqueles que veem, leem ou escutam notícias e sem entendê-las, sem processa-las, sem contextualiza-las, absorvem-nas sem sequer mastiga-las  para depois serem acometidos de indigestão ou decúbito fecal.
    Não pensem vocês que aqui na paroquia “num tem disso não” ( Luiz Gonzaga)

    Tem sim  e funciona nos mesmos moldes para o pleno movimento da “máquina de moer reputações” como tão bem escreveu a jornalista Taty Valéria. 

    “Aqui é o oeste, senhor. Quando a lenda é maior do que o fato, publique-se a lenda”. (John Ford)
    O diferencial entre o aglomerado daqui e aquele montado no Paraná,  é apenas a magnitude dos mimos distribuídos.  
    Lá, o Marreco de Maringá contava, segundo se comenta, com a delegação e o respaldo da CIA e tinha um $uporte robusto dos grupos econômicos interessados num desfecho favorável do impeachment. 
    A história tem seu ritmo e como diz Delmiro Barros, “inexoravelmente chega lá“ e, a revelação do fato mais secreto sempre vem a tona. Pode até não nos encontrar mais vivos mas surgirão com a verdade um dia, doa a quem doer. 
   Condenar sumariamente  baseado em indícios, sem uma denúncia formal, sem oitiva  baseado apenas em indícios e denúncias ainda não comprovadas, como aconteceu com o ex governador Ricardo Coutinho, no meu modesto entendimento não é uma boa prestação de justiça.
    Inaugurou-se no Brasil um modelo de delação premiada, em que o delator é preso e preso ficará até se submeter a um processo de delação cujo prêmio é a liberdade. Ora, as condições psicológicas a que é submetido, levá-lo-á a um estado de desespero que ele acorda a delação e poderá comprometer a veracidade do que diz. Esse não é um fato novo, apenas mudou de roupa e métodos, antigamente era a chibata e a palmatória
    A notoriedade que distribui coroas de louros com  protagonistas de hoje é efêmera e pode transformar a coroa de louros esperada  em coroa de espinhos.
    Para encerrar, tomo  por empréstimo  a frase final  do Comandante Fidel Castro no livro de auto defesa que escreveu no cárcere da Ilha de Pinhos, hoje Ilha da Juventude – A História me Absolverá.
    No livro ele, no seu poder de tribuno consagrado e orador emérito, ele diz diante o tribunal que o julgava sumariamente atropelando as provas dos autos a célebre frase que entrou para a história:
“ CONDENAI-ME, NÃO IMPORTA, A HISTÓRIA ME ABSOLVERÁ“

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