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Início Luiz Célio Rangel Afinal, dinheiro traz felicidade?

Afinal, dinheiro traz felicidade?

 

 

“A NOSSA FELICIDADE DEPENDE MUITO MAIS DO QUE TEMOS EM NOSSA MENTE, DO QUE EM NOSSA CONTA BANCÁRIA”. 

                                                                                                                            Schopenhauer


Quando chegamos a uma certa idade, começamos a perceber a real importância do dinheiro.

A afirmação de que “o dinheiro não pode comprar a felicidade”, de fato é verdadeira. No máximo, o dinheiro pode nos oferecer alguma segurança material.  É igualmente um fato inegável que a pobreza, por si só, também não é garantia da felicidade, nem de paz interior.

Suponho que 99,0% das pessoas que se preocupam excessivamente em amealhar dinheiro e acumular bens materiais, têm como justificativa garantir o futuro do(a) cônjuge, especialmente se possuir filhos. Isso pode ser válido. Todavia, o mais importante seria ensinar as pessoas que amamos, usar com racionalidade e moderação o dinheiro, de modo a evitar toda e qualquer forma de ostentação.

Não há nada de errado em ter (muito) dinheiro, o problema perpassa pelo fato de priorizar o acúmulo de valores monetários a todo custo, como uma meta vivencial, podendo chegar até mesmo à avareza – foco obsessivo em acumular riquezas, aliado à falta de generosidade. 

Na concepção cristã, a avareza significa ganância, por isso, ela é considerada um dos sete pecados capitais.

Para a psicanálise, esses sinais norteiam uma condição nosológica que denominamos “estado neurótico comum”, intrinsecamente definido por Freud como “um fenômeno gerado por um conflito psíquico, envolvendo a frustração de um impulso instintivo”.

É nessa busca implacável e sôfrega que algumas pessoas percebem que sua condição financeira nunca foi, nem será, sinônimo de felicidade.

O dinheiro deveria ser um mero facilitador em nossa vida, apenas uma ferramenta para usarmos, mas nunca servir de termômetro para avaliar o nosso grau de felicidade e nossa paz interior. 

VEJAMOS: 07 (SETE) “REALIDADES INCIDENTAIS” QUE O DINHEIRO NÃO PODE COMPRAR.


O TEMPO

Dinheiro não compra tempo, nem o tempo de vida que temos e muito menos o tempo com nossos filhos e entes queridos. Cada minuto que passa é um novo tempo que nunca mais voltará. Nossa vida começa a expirar desde o momento em que nascemos. Devemos levar a vida momento a momento, vivendo o “HOJE” com responsabilidade e metas realistas para o futuro.

A SAÚDE

Embora seja verdade que o dinheiro pode comprar planos de saúde, remédios e cuidados especiais com a saúde, ele não pode assegurar a saúde plena, nem reverter a impermanência da vida. 


O AMOR

O dinheiro pode comprar o sexo, uma fantasia erótica, contudo, não pode comprar o amor, visto que o amor é algo mágico, misterioso, genuíno, espontâneo e autêntico.

E como afirma Saint-Exupéry “O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem”.


A VERDADE

O dinheiro não pode comprar a verdade. Algumas vezes, o poder econômico pode apenas sufocar ou distorcer a verdade. Todavia, mais cedo ou mais tarde, a verdade será revelada. Segundo Georges Bernanos “Não existem meias-verdades”.


A PAZ INTERIOR

A sua paz interior (paz de espírito) não depende do saldo de seu extrato bancário, mas de como você treina sua mente, norteia suas expectativas e define o que a paz interior realmente significa para você.

“Se engana quem acha que a riqueza e o status atraem inveja. As pessoas invejam mesmo é o sorriso fácil, a luz própria, a felicidade simples e sincera e a paz interior” – Papa Francisco.


OS AMIGOS VERDADEIROS

Os amigos verdadeiros não estão interessados em sua conta bancária. São eles que estarão com vocês em todos os momentos, sejam bons ou ruins.

“Os verdadeiros amigos não só enxugam suas lágrimas, mas também perguntam o porquê delas” – William Shakespeare.


OS BONS MODOS/CLASSE

Pessoas rudes existem em todas as classes sociais, assim como, tratar alguém de uma forma respeitosa, obviamente, não está ligado à sua conta bancária.

O dinheiro pode realmente colocá-lo em uma “classe superior”, mas, certamente, não o faz uma pessoa com classe.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ensine ao seu filho que as coisas mais bonitas da vida não têm preço. Diga a ele que aquilo que traz felicidade não se compra e nem se vende.

A felicidade vai além desse mundo físico que conhecemos; nossa “riqueza imaterial” está circunscrita à família, aos amigos verdadeiros, à uma consciência limpa, à autoestima e, sobretudo, nunca permear o vazio existencial, próprio dos incrédulos e pessimistas.

Só seremos plenamente ricos se tivermos amor, paz de espírito e resiliência, pois a verdadeira felicidade não possui preço, possui “valores”.



Em suma, três valiosas reflexões de grandes pensadores:

● “Quem acha que o dinheiro pode comprar tudo é, provavelmente, alguém que é capaz de fazer qualquer coisa por dinheiro” – Benjamin Franklin.

● “Cada idade tem as suas inclinações, mas o homem é sempre o mesmo. Aos 10 anos é levado por doces; aos 20 por uma amante; aos 30 pelo prazer; aos 40 pela ambição; aos 50 pela avareza.”  – Jean-Jacques Rousseau 

● “Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o próprio caminho do ser humano” – Thich Nhat Hanh (Monge Tibetano)


                                                                                                                          (Revisão do texto: Nilma Lima)


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39 COMENTÁRIOS

  1. Colega, amigo e Mentor Luiz Célio, seus textos são excelentes, o dinheiro em si até contribui para a felicidade, mas só é incapaz de alcançá-la. É necessário que haja uma estratégia para se manter a mente serena e o coração em paz.
    "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos". Charles Chaplin.
    E você não tenha tempo para nada mais.

  2. A felicidade não se comprar e não se vende.
    Os ambiciosos acreditam que o dinheiro compra tudo, passam a vida correndo atrás do dinheiro, o tempo passa a vida se extingue e a felicidade não vem.
    Momentos que marcam nossas vidas com emoções positivas é a felicidade, fica para sempre em nossa memória e em nossos corações.
    Acredito nisso.

  3. Um excelente texto para refletir.A incapacidade de sermos felizes está na não valorização do que a vida nos oferece. Sempre colocamos a felicidade bem distante de nós: Nas pessoas ou nos bens materiais. Só alcançaremos a verdadeira felicidade quando não tivermos medo ou insegurança de mergulharmos dentro de nós mesmos,não tendo medo do nosso lado sombra nem da luz interior que todos carregamos. O encontro consigo mesmo, o fazer as pazes com o nosso interior é o primeiro passo para sermos felizes. E quando assim o fizermos aí sim sentiremos felicidade, quer seja aqui na Terra ou no além.

  4. Sou muito grato, a você Prof. Guilhardo Martins por sua atenção.
    Respondo seu comentário reflexivo com um pensamento de Elizabeth Cires (Assessora de Comunicação Social da Buddha Spa):
    "Você é quem e aquilo que deseja ser, pois mesmo sendo um grãozinho de areia neste imenso Universo, Você é dono da sua vida e infinitamente único e especial. Que isto seja seu maior incentivo para encontrar o caminho da felicidade!"

  5. SAM – Minha gratidão! Leitoras como você, me dão estímulo para continuar escrevendo, fotografando e pesquisando, com muito entusiasmo.
    Por sua vivência espiritualista, (e como palestrante) seu comentário é muito oportuno e complementa a essência do nosso texto. Gratidão.

  6. Sou grato aos amigos e amigas, leitores regulares de nossos textos pelo site: https://www.joaovicentemachado.com.br., que enviaram seus comentários diretamente para meu WhatsApp pessoal:
    ANA MARIA, ERICK COUTINHO, DORIÉLIO BARRETO, WELLINGTON SOUSA, NEUJANE CHAVES, REGINA HELENA, DÉBORA FERNANDES, TEZEZA BENEVIDES, JOÃO PAULO PINTO, THIAGO LIMA, EDNY CARTAXO, CÍCERA MONTENEGRO, ANDRÉIA COSTA, GUIAMAR RIBEIRO, ALCIELI RANGEL, FÁTIMA ALMEIDA, ANTÔNIO CAMPINA, HÉLCIO FREIRE, MARTINHO THEOTÔNIO, EDMAR FARIAS E JOAN C. VIÑAS. Gratidão!!!

  7. Riquíssimo e reflexivo texto..qdo. vc se refre..A sua paz interior…não depende do saldo de seu extrato bancário, mas de como você treina sua mente, norteia suas expectativas e define o que a paz interior realmente significa para você…
    Parabéns Luiz Célio!!!!

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