Uma questão de ressonância

Por:Mirtzi Lima Ribeiro

Um sensitivo é alguém privilegiado por sua capacidade de percepção aguçada. Possuidores desse talento nato podem aprimorar a potencialidade e a clareza dessa habilidade com disciplina, esforço consciente e treinamento.

Entretanto, nesse processo de aperfeiçoamento, é preponderante que simultaneamente seja desenvolvido e fortalecido o campo emocional, de modo que a pessoa não se fragilize com o que é percebido e sentido nos ambientes por onde transita.

Afinal, uma fração considerável de gente que anda por aí, não prima por burilar seu caráter, suas intenções e suas densas energias, carregando consigo muita obscuridade. Esse quadro bate fortemente em um sensitivo, por isso ele deve aumentar sua imunidade emocional e redobrar os cuidados com seu tônus psicológico.

É fácil identificar um sensitivo em razão da energia que emana dele: animais e crianças se sentem seguros perto dele. Adultos ao estarem próximos de quem tem essa disposição, experimentam a sensação de tranquilidade e captam de seus poros o quanto são verdadeiros, inofensivos e acolhedores. É uma questão de ressonância. A vibração dos sensitivos é, sem nenhuma dúvida, de aconchego, de serenidade, de convite ao campo etéreo de luz e de bem-estar.

O seu olhar é profundo, límpido e brilhante, tanto quanto o seu alcance, a sua capacidade de absorção e de assimilação. Ele vê o invisível, sente o campo à sua volta e se estiver devidamente atento, identificará onde há perigo vindo de corações endurecidos ou maléficos.

Alguém pode perguntar: maldosos podem ser sensitivos? Podem, mas, seu alcance será sempre limitado. Seu campo de atuação só vai a um determinado ponto e não consegue avançar. E haverá neles ambiguidades fáceis de serem identificadas. O seu olhar também o denunciará. Detalhe: eles jamais chegarão à extensão e ao horizonte que alcança um sensitivo ético e comprometido com a justiça, com a condição que requer isenção, imparcialidade e alto nível de consciência.

É preciso ter cuidado porque estamos em um tempo onde o que é dito nem sempre é cumprido, a aparência não condiz com a conduta e as intenções nem sempre são boas ou naturais. Em um tempo que a palavra perdeu o valor, a honra é mera retórica, assim como a amizade tem preço e prazo de validade. E, pior, em um mundo onde a distopia está crescendo assustadoramente.

Então, ter a sensibilidade desenvolvida, carece de um reforço emocional robusto, para que o indivíduo se mantenha são, produtivo, sem abalos emocionais mais fortes. Sobretudo, é preponderante manter o campo emocional bem nutrido e em um nível razoável de equilíbrio. E nesse quesito, é pungente descobrir como fazer isso da melhor e mais eficaz maneira.

 

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