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Agora, lembrei de você

Umas das amizades a que mais prezo é aquela que mantenho com Deus. Somos muito íntimos, Ele mora bem pertinho de mim. Na verdade, mora em meu coração. Que bom seria se todos, sabendo dessa proximidade com nosso Amigo Celestial, buscássemos a alegria e satisfação, não só para nós, mas para todos ao nosso redor, para os nossos próximos, assim como disse Jesus. Ah! Mas a história não é bem assim. Nascemos, nos desenvolvemos, ou achamos que nos desenvolvemos, só porque, como as plantas, criamos raízes, galhos e às vezes damos flores e frutos, mas outras vezes, só criamos galhos que se esparramam pelo chão, assim como diz aquela letra da cantiga que ouvimos desde pequeninos.

Comecei esse trabalho aqui neste blog, falando bem especificamente de espiritualidade e saúde. Quis mostrar um pouquinho que aprendi com a Doutrina Espírita e com as grandes Equipes de Saúde e seus guias, os Médicos da Espiritualidade. Para os mais despercebidos, acharam que, como não falei com as palavras bem claras, eu havia deixado de falar da Espiritualidade, da saúde e dos sentimentos. Na verdade, continuei e ainda, estou a falar dos sentimentos, e das suas consequências em nossa vida.

Nossa reflexão de hoje, me veio como intuição logo que acordei. Trabalhei muito todo dia, e o título, assim como as palavras que deveriam conter esse texto, não me saíram da cabeça. Essa necessidade de falar desse tema, tem muito a ver com problemas e atitudes de pessoas, ligadas a mim ou não, que estão tomando lições, infelizmente não com o professor Amor, mas com a mestra Dor, que nos ensina o melhor para toda nossa vida. E, para termos acesso a ela, não se faz necessário ir a nenhuma escola especial, basta viver. Viver sem pensar em ninguém, e, muitas vezes, nem em si mesmo.

Como a planta que nasce e se expande de acordo com o espaço encontrado, muitos de nós, confundimos esse espaço sem limites como uma forma de viver. Contudo, como todo jardineiro sabe, algumas plantas crescem, “se espalham” tanto que ficam fracas e param de dar frutos. Sendo necessário, por vezes, algumas podas para que alguns galhos possam voltar a ver a luz do sol e galhos dormentes possam voltar a florir.

A vida é um presente de Deus, o hoje, é o nosso melhor presente. Acordar todos os dias, ver a luz, a família, os amigos, os raios de sol, a água da chuva que cai no telhado, tudo isso é vida. Vida presenteada a nós. Mas o que fazemos desse presente que Deus nos dá? Nascemos, às vezes construímos uma família, outras vezes, só construímos uma casa para que nela vivamos juntos. Para quem olha de longe, ali vive uma família, Pai, Mãe e filhos vivendo em abundancia ou em pobreza. As vezes em abundância de recursos financeiros e pobres em amor. Outras vezes, o contrário. Famílias com enorme pobreza e grande riqueza de amor, respeito e gratidão. Pode existir gratidão, apesar das dificuldades, porque sabem que lá dentro de cada um vive um amor que nos protege e ainda nos dá a oportunidade de crescimento e desenvolvimento.

Vivem em nosso entorno, vários tipos de famílias, de pessoas que vivem como uma planta invasora, que cresce, cresce, se espalha, às vezes até um ponto em que começam a se enfraquecer e perdem seu propósito. E ninguém vem ao mundo sem um propósito, sem uma missão a cumprir. Alguns, já muito evoluídos e praticamente sem débitos com a Mãe Natureza, chegam ao planeta com o único objetivo de ajudar no crescimento da família, da sua comunidade ou até mesmo de sua nação. Outros, precisam encarnar, exatamente pela necessidade de aprendizado. Isso, assim como alunos matriculados na escola, temos dificuldades em algumas matérias, outras, somos “feras”.

Mas gostaria de me referir, aos que aqui chegam com uma missão, às vezes, difícil demais. Quando aqui chegamos, nos é concedida a dádiva a que chamamos “véu do esquecimento”, que tem como função nos poupar de lembranças que, por vezes poderiam ser demais para nós em nossa caminhada. Por vezes, contudo, esquecemos do que constou na “nota promissória” que assinamos antes de voltarmos a esse planeta, e vamos que vamos! Vamos viver a vida em abundância. Sim! Abundancia, de falta de compromisso com a família, com o trabalho, com o mundo, com a Mãe Terra, que nos recebe e nos acolhe. Esquecemos até da mãe que nos carregou no seu ventre por 9 meses, que passou por dores, tristezas e alegrias. Mas por que lembrar dessas coisas?

Já estou aqui mesmo, para que me preocupar? Vamos viver a vida! Só que esquecemos que tudo que fazemos, e tudo que somos, acontece como se estivéssemos de frente a um espelho. O primeiro a me ver, sou eu mesmo. Quando tenho um bom desempenho como filho de Deus e me olho neste espelho, sinto uma enorme paz. A verdadeira paz. A paz que espalho pelo mundo. Essa paz vem na forma de um abraço amigo, de uma oração, de uma ajuda, de um sorriso quando não tenho o que dá, mas meu sorriso leva esperança e paz, pois é o que carrego no coração que sai por minha boca e do meu coração;

Quando sou aquele filho de Deus, que esqueci completamente qual meu papel e minha missão neste lugar, não gosto nem de me olhar no espelho, porque não gosto do que vejo. Imagine, se você não gosta do que vê, e outros, que sentimento você desperta ao se ver diante do outro. Neste caminho que percorro, vou juntando ou pedras ou flores, alegria ou tristeza. Assim, se iniciam os grandes problemas em nossa vida. Pode ser falta de saúde, emprego, amigos… Para o bem ou para o mal, só colhemos aquilo que plantamos, nem mais nem menos. Não posso esperar uma boa colheita se o que eu plantei não foi lá um bom jardim ou um bom pomar.

Assim, chega o tempo de iniciar minha colheita. Em primeiro lugar, se não prestei atenção nas lições que avida tentou nos ensinar através do amor, começo a me revoltar e achar que estou sendo injustiçado, quando, na verdade, estou apenas sob a batuta da mestra Dor. Essa prática é muito comum. Você já parou para pensar, quando vamos fazer um exame de consciência, somos excelentes pessoas? Santo Agostinho, fazia ao deitar-se, um belo exame de consciência. Ele perguntava ao Pai: “Senhor o que eu deixei de fazer hoje, para ajudar alguém? O que fiz hoje, prejudiquei alguém? ”. Diante dessas perguntas, ele ia tentando se corrigir. Assim, procurou ser melhor a cada dia. Mas ao contrário dele, nós nunca paramos para fazer nenhum exame de consciência, e, se por acaso fizermos, somos ótimos filhos de Deus. Dou esmola, quando falo mal de alguém, é só um pequeno comentário, nada mais que isso, uma bobagem. Falar de nossas falhas, nem com Deus!

Contudo, um belo dia, a professora nos visita, aquela que nos traz a mais difícil das lições. Pode ser uma doença grave, a perda de alguém que eu nem percebia que amava, e mesmo a doença de alguém que amamos muito. Neste momento, me vem à mente: “Onde está Deus, que não me vê, que me deixa passar por tanta coisa ruim, por essa dor, que não suportarei? ”. Eu gostaria de dizer, ou de lembrar, que tudo que acontece conosco, não existe nenhum outro culpado, nem aqui, nem em outro espaço no mundo. Eu sou o culpado! Exatamente. Quando a dor chega, ela vem com o grande propósito de, em primeiro lugar, fazer com que eu pare, e olhe para trás, para dentro de mim. Só assim, vou encontrar, nos caminhos por onde passei e com as pessoas com quem convivi a causa da minha dor.

Pode acontecer, que eu venha a cada encarnação pagando um pouquinho dessa dívida. Pois a bondade de Deus é tão grande, que na maioria das vezes, ele não permite que a dor venha de uma vez só, pois eu não suportaria. E como bom Pai, pode até parecer que a dor que estou carregando eu ache insuportável, mais foi por bondade do Grande Mestre, que ela veio aos poucos. Por isso preciso agradecer. Preciso ser grato. Na alegria e na tristeza. Parece meio controverso, mas as Leis de Deus são iguais para todos. Para essas, não existe os que são apadrinhados de ninguém. Nem rico, nem pobre, nem branco nem preto. Todos são iguais e precisam se equilibrar com a Lei.

Orar, pedir que as dores e o sofrimento sejam amenizados, ajuda muito, pois está no Evangelho: É pedindo que se recebe, é batendo que a porta se abrirá. Mas tudo isso, só acontece de dentro para fora. Essa postura, não adianta ser uma “Maria vai com as outras”. Essa é de seu coração e de sua consciência em linha direta com o Pai. Pode até existir alguns intermediários, que pedirão por nós, mas cabe a você, sentar, fazer o convite para que Jesus ou o Pai sente ao seu lado, e num grande diálogo, inicie seu processo de cura. Você pode se curar, ou melhor sua cura pode iniciar-se aqui, mas se o que você acumulou foi muito grande, só vai melhorar do outro lado, e em outra encarnação.

Não perca tempo amigo, não deixe para abrir seu coração e deixar brilhar a sua Luz, apenas nas grandes necessidades. Deus está ai dentro de você, faça sua parte. Não tenha medo de encontrar suas falhas, trabalhe e se perdoe. Recomeçar, é uma excelente proposta para o novo fim. Já nos dizia coisa parecidas, o nosso Amigo Chico Xavier. Para nosso consolo, tudo passa. A dor, a alegria a tristeza, a pobreza a riqueza! Tudo é passageiro. Sempre após a noite escura, surge o dia de luz, que nos abre os braços para que recomecemos.

 

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