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De onde venho, para onde vou? – Uma visão Espiritual da concepção

Ao encerrar a série de artigos sobre a mulher, aproximam-se os últimos dias de março, mês dedicado a nós, seria injusto deixar de trazer uma pequena reflexão sobre a chegada do homem ao Planeta Terra. De nossa recepção por esta grande Mãe, e, como tudo se dá à luz da Ciência biológica e da Espírita. Nossa chegada nesta segunda casa se inicia no útero materno.

É aqui que se inicia nosso papel como mulher. Deixando bem claro que nem toda mulher nasceu destinada inerentemente à maternidade; a condição feminina não está , necessariamente, ligada à maternidade, também, nem toda mulher, para ser mãe, precisa gerar seu filho. Ele pode ser “seu” ainda que sendo gerado por uma outra mulher. Não vamos aqui, contribuir para o velho preconceito de que se não fosse mãe era ‘maninha”.

Passei por isso, porque após meu casamento, passei, por opção, dois anos sem engravidar. Trazer uma vida ao mundo é “para sempre”. A partir do momento que? adentra na maternidade, você carregará eternamente em seu coração um ser que será sua responsabilidade.

Nem quero contribuir com os velhos preconceitos, de que para ser mãe, precisa estar em um casamento, que muitas vezes, só nos traz infelicidade e sofrimento. Um filho é um ser que vem ao mundo para ser amado. Se você não está preparada para dividir, para deixar de ser prioridade em seu casamento, e em muitos outros aspectos da vida, não tenha filhos. Como espiritista eu sou, declaradamente, contra o aborto. Mas cada uma usa de seu livre arbítrio como queira, sabendo, no entanto, que cada ação gera uma reação e que você responderá por isso, mas não somos juízes de ninguém. Nossa proposta neste artigo é de mostrar a importância desse ser receptor, dessa mãe, na missão desse novo ser que chega ao planeta.

Em primeiro lugar precisamos compreender o que Jesus falou ao se referir à casa do Pai: “na Casa de Meu Pai há muitas moradas”. Para além, Ele também disse: “Ninguém chegará até Mim, se não nascer de novo”. Por estas duas citações de Jesus, entendemos que há uma pluralidade dos Mundos e que a sucessão de vidas é algo há muito compreendido.

Isto posto, pretendo trazer a visão dos Espíritos com relação a este tema. Quero, em primeiro lugar, dizer que quando conto algum relato dos Médicos Espirituais, estes, foram adquiridos ou por casos observados em pesquisas, ou vivenciados por mim. Nada vem de minha imaginação ou é mero exemplo elucidativo.

Na minha vivência com Médicos Espirituais – Ou seja, Médicos que se comunicam através de Médiuns para prestarem assistência à enfermos – e na qualidade de pesquisadora, recebi autorização das Entidades Espirituais, para compartilhar estas informações através da fala ou da escrita, e, assim, levar este conhecimento adiante. Confesso que ainda estou “engatinhando” na missão de escrever, mas tudo a seu tempo. Este espaço, já foi um presente que recebi, dos dirigentes do Blog?, através de João Vicente e Gorette Wanderley, a iniciação de nosso trabalho.

Voltando à pesquisa, ainda para a dissertação de mestrado, convivi com vários médicos da Espiritualidade e médicos que visitavam para conhecer o trabalho. Durante o processo de pesquisa, um dos Médicos Espirituais que atendiam no Centro Espírita que pesquisávamos, comunicou a toda equipe que havia solicitado aos seus superiores a possibilidade de uma nova encarnação. Segundo ele, no tempo da terra, já fazia uns 20 anos (espero não estar enganada com o tempo), e que finalmente, recebera a autorização para sua preparação.

Confesso que acompanhar esse processo foi uma das mais belas oportunidades que Deus me permitiu vivenciar. O Irmão – Médico, nos comunicou, como seria esse processo, e que se ausentaria do trabalho aos poucos, para que acompanhássemos sua reencarnação, de forma concreta.

Segundo seu relato, a primeira parte se daria como uma espécie de esquecimento de seus conhecimentos, de seu tamanho, já que é o corpo espiritual – períspirito, que se altera. Contou-nos que já havia escolhido seus pais, que eles já estavam cientes que o receberiam, mas que seu novo corpo ainda estava em processo de construção no Ministério da Encarnação. Tudo aconteceu como ele relatou e como nos foi dito em vários livros de André Luiz. A cada semana participava menos do trabalho, sua voz já começara a ficar fraquinha, e ele contava que seu corpo já havia diminuído de tamanho. Nos últimos três ou quatro meses que faltava para sua chegada a terra, não tivemos mais notícias dele. Depois o Médium tomou conhecimento que ele havia nascido, em uma cidade de Pernambuco. Mas esses detalhes não tivemos autorização para conhecer.

Esta é apenas uma parte do processo de preparação feita pela equipe Espiritual. Cada um de nós, para reencarnar, deve respeitar os aspectos fisionômicos da família, muitos precisam trazer, inclusive, aspectos que lhes possibilitem ter algumas características da família, tais como obesidade, diabetes, problemas cardíacos, calvície e tantos outros. No entanto, é imprescindível assinalar, que apesar de trazermos em nosso DNA, todas as características genéticas, no que diz respeito a família, o processo é individual.

É comum ouvirmos dizer: Fulano, está pagando o mal que o pai ou mãe cometeu. Essa afirmativa é completamente descabida. Ninguém paga nada feito pelo outro. Os débitos, são pessoais e intransferíveis. E, ainda, mesmo que a minha família tenha a tendência a ter Alzheimer ou câncer, por exemplo, isso não me dá nenhuma certeza, de que eu vá desenvolver tal doença. Tudo que acontece conosco, é de responsabilidade nossa. A lei de causa e efeito é justa. Deus é maravilhosamente bom e justo. Não me deixaria sofrer por um mal que eu não fiz. Se tenho tendência a ter uma certa doença, mas ao longo de minha existência, vivo dentro dos padrões de bondade, respeito e caridade, acontece, muitas vezes, de minha doença ser amenizada, ou mesmo nem desenvolvê-la.

Utilizando as palavras de Jesus: “nascer de novo”, por que?

Desde a criação do Homem, assim como contado nos livros de Moisés, equivalem a épocas incontáveis no tempo e no espaço, “porque o corpo espiritual que modela o corpo físico e corpo físico que representa o corpo espiritual constituem obra de séculos numerosos, pacientemente elaborados em duas esferas diferentes da vida, a se retomarem no berço e no túmulo com a orientação dos instrutores Divinos que supervisionam a evolução terrestre”.

Com estas explicações de André Luiz, a grandiosidade das Equipes Divinas, para preparem cada detalhe de nosso corpo, essa máquina que, apesar de todo adiantamento da medicina, o homem ainda não consegue reconstruir ou replicar. Como se imaginar, então, que o corpo apenas com a fecundação do ovulo por um espermatozoide, poderia gerar um corpo tão perfeitamente adequado à nossa missão na Terra, mesmo considerando as imperfeições que se fazem necessários em alguns de nós? Sim! As imperfeições muitas vezes são necessárias, não se dão pelo simples erro dos Construtores, como se estivessem numa linha de produção, e que, por defeito da máquina, em algum momento, sofresse uma pequena alteração. Ainda nos afirma André Luiz através de Chico Xavier:

Todos os órgãos do corpo espiritual e, consequentemente, do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo-se à necessidade do campo mental em seu condicionamento e exteriorização no meio terrestre.

Cada corpo nasce com a beleza ou o defeito que irá precisar para exercer a sua função na nova vida terrestre e, em função das faltas ou progressos adquiridos na vida anterior. Se for um espirito com um grau de evolução maior, ele mesmo pode contribuir com a formação de seu novo corpo, caso contrário, os Construtores executarão o projeto de acordo com o que foi planejado em função dos atos cometidos em sua última encarnação, que alteraram seu corpo espiritual.

Um exemplo, que podemos dar, são os dos suicidas que a terem seus, exemplo bem simplório, mas que exemplificam o porquê de nascerem com deficiências em certas áreas.

O que queremos enfatizar é a criação do corpo antes da fecundação. Ou seja, vamos tentar explicar, também com base nos ensinamentos dos instrutores Espirituais como? se dá a nova vida. Já vimos, inclusive pelo exemplo do Médico Espiritual que reencarnou, que existe uma preparação prévia de toda família, inclusive de avós, tios, para conhecerem um novo membro na família; segundo; a criança que irá reencarnar, visita os pais, sua nova casa, seus irmãos, de certa forma, se adaptando aos costumes do novo lar que irá recebê-lo. Percebe-se um imenso trabalho feito pelos Instrutores Espirituais para que antes da concepção a vida já se prepare.

Dessa forma, podemos afirmar que não existe um “por acaso” na gravidez. Sei que é bastante difícil de se compreender tudo isso, sem aceitar a reencarnação. No processo da gestação propriamente dito, quando o espermatozoide encontra o ovulo, não foi porque ele foi o mais forte ou o mais rápido, mas porque aquele espermatozoide foi o preparado com toda carga genética da família e as células a serem desenvolvidas de acordo com o indivíduo que irá nascer e de acordo com seu futuro.

Assim, podemos garantir que até as crianças que trazem alguma deficiência foram “preparadas” para assim o serem, e para que seu corpo espiritual fosse recomposto, em virtude de débitos anteriores. O corpo da mulher, como a Mãe Terra, é sagrado. Seu útero, é a primeira casa do homem para chegar ao Planeta.

Para os Instrutores Espirituais, a sucessão de vidas faz parte da justiça divina. Só através destas vidas sucessivas, poderemos corrigir nossos débitos. Assim como em cada série na escola, vamos avançando conforme adquirimos conhecimentos. Sem a reencarnação ficaríamos estagnados, sem oportunidade do aprendizado, da pratica do amor e do perdão.

Para concluir este tema, espero ter demonstrado o papel, a responsabilidade, e, principalmente, o poder de cada mulher de gerar em si não apenas um novo ser, mas de recepcionar neste mundo antigas almas que nelas têm figuras não só de mães, mas de irmãs, amigas, mestras e tantos outros postos que sem nós seriam vazios de valor e significado. Nosso corpo, nosso templo responsável pela vida que chega. Fomos escolhidas. Isso é importante que seja dito, e, nesta escolha, já existe um amor, que não se pode classificar. Mãe, como é doce essa palavra e como é bom tê-la em nossa vida. Se você ainda tem este ser com você, valorize-a e ame-a com todas as forças do seu coração, ainda que não seja a mãe que gerou em seu ventre, mas a mãe que cuida, que ama e que entende. Mãe é sempre uma escolha. Lembre-se que a Maior de todas as Mães, jamais deixou seu filho. Mesmo sabendo de sua missão, deu-lhe forças e respeitou todas as suas decisões. Foi também por Ela que ele fez seu primeiro milagre. Transformando água em vinho nas Bodas de Canãa. Nunca nos esqueçamos que o mundo surge na mulher e por ela é mantido.

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