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Início Emerson Monteiro O leão e o macaco (conto popular)

O leão e o macaco (conto popular)

Lá certo dia, o leão vendo o risco de deixar este mundo sem nunca haver experimentado da carne do macaco, resolveu conquistar o sagaz animal e satisfazer seus apetites. Chamou a raposa e, juntos, criaram espécie de plano que correspondia a uma audiência permanente com todos da floresta bem dentro da gruta que lhe servia de esconderijo.

Daí, começou o movimento, vindo bicho de tudo quanto era canto. Os convidados entravam na furna e passavam horas, depois saiam sem revelar o que acontecia entre eles e o Rei.

Naquilo, o macaco, observador por natureza, ficou de butuca em cima das árvores das imediações, desconfiando que alguma tramoia se desenvolvia na área, envolvendo tanta gente.

Tempo vai, tempo vem, e nada dele tomar gosto, acordar a curiosidade característica e também chegar para negociar com o chefe da floresta.

Nisso, o leão resolveu mudar a tática e ele mesmo veio até a frente da morada a fim de estabelecer diálogo com o símio ainda pendurado no alto das árvores maiores, longe de suas garras.

– Sim, compadre macaco (que os bichos gostam de tratar uns aos outros desse jeito) – foi falando a fera monumental, enquanto sacudia a juba meio parecido que contrariado. – O senhor vive distante das atividades do meu reinado. Quer contar o que se passa nessa cabeça, meu irmão? – perguntou o soberano, querendo impor autoridade nas palavras.

– Ah, majestade, ando sobrecarregado de compromissos por causa das invasões dos humanos explorando e querendo tudo só pra si – explicou o macaco, já de olhos acesos diante da força do leão.
– Pois, então, amigo velho, entre e venha conversar nos problemas que atravessa, que decerto oferecerei a tranquilidade que procura para suas preocupações.

– É, majestade, mas analisei bem o seu jeito de atender aos súditos. Notei coisa esquisita e quero salvar minha pele. No chão defronte da porta de sua gruta há muito mais rastros de animal entrando do que saindo – e dizendo isso, mais que ligeiro sumiu desembestado quebrando cipó no eito da floresta, e nunca que quis maiores aproximações com o leão e sua fome de carne de macaco.

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