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Dialogando com a nossa Coluna Vertebral

Dando continuidade com o nosso “diálogo com a coluna vertebral”, vamos enveredar por outra linha de pensamento que não entra em nenhuma contradição com o que já foi dito anteriormente mas leva a além da visão da energia que nos envolve. Não trataremos a coluna apenas do ponto de vista fisiológico. Fomos beber na fonte de Rüdiger Dahlke que nos mostra em sua obra “A doença como Linguagem da Alma” uma visão que vai exigir de nós alguns dos conhecimentos anteriormente abordados, tais como a polaridade

É muito interessante observar a visão de Dr. Rüdiger que pratica a medicina naturalista e psicoterapia, tratamentos menos invasivos e com menos medicamentos alopáticos, tratamentos que vêm despertando interesse no mundo inteiro, exatamente porque têm menos efeitos colaterais e faz com que o paciente procure o autoconhecimento e se integrar mais à natureza como parte dela, assim como fomos criados. Não quero dizer que o trabalho da ciência e da medicina sejam ineficientes, mas os tratamentos que levam o paciente a se conhecer mais, podem, de certa forma, facilitar a cura deixando para buscar-se os tratamentos mais sofisticados, em termos de técnicas avançadas e medicamentos de difícil acesso da população em geral, quando realmente não existe outra saída.

O Sistema Único de Saúde – SUS quando foi pensado composto por Agentes Comunitários de Saúde e a Rede de Atenção Básica, tinha como objetivo o exercício de medicina preventiva, desafogando a Rede hospitalar. Quando o próprio Sistema Único de Saúde adota tratamentos tipo Reik que tem o mesmo princípio do passe aplicado na Casa Espírita, é porque a Ciência já sinaliza para o reconhecimento da Medicina Integrativa, reconhecida pelo Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa (NCCAM – sigla em inglês). São as terapias que combinam as terapias médicas formais e a terapias da medicina complementar. Esse grupo de terapias de intervenção mente-corpo, determinado pelo NCCAM, engloba aquelas que focalizam as interações entre o cérebro, a mente, o corpo e o comportamento; e a maneira poderosa como fatores emocionais, mentais, sociais, espirituais e comportamentais podem afetar diretamente a saúde. Considero essa abordagem fundamental que respeita e reforça a capacidade de cada pessoa ser responsável por seu autoconhecimento e autocuidado.

Voltemos ao “passeio” em nossa coluna, já iniciado no artigo anterior.  Dr. Rüdiger nos traz a analogia da serpente comparando-a com a nossa Coluna Vertebral – Coluna vertebral lembra da víbora de Esculápio, o símbolo dos médicos.  Assim como a víbora de esculápio ao redor do bastão de Esculápio, a coluna vertebral

enrola-se ao redor da linha imaginária da força da gravidade que, ao longo do corpo humano, é constantemente puxada em direção a terra, forçando-o assim a assumir a postura dos animais. Os médicos da Antiguidade consideravam que endireitar a víbora, ou seja, elevar o inferior, era sua tarefa principal. Esses médicos estavam incumbidos ainda de livrar a humanidade do cativeiro do mundo material inferior, ou seja, do mundo material e dar-lhe acesso aos aspectos ideais superiores da realidade. É desse conhecimento que surge no âmbito cultural indiano, no qual o desenvolvimento superior do ser humano está ligado a energia da serpente.

A serpente que seduziu as (primeiras) pessoas para o mundo da polaridade (masculino –feminino, frio-quente e etc.), também lhes permite no plano energético, crescer para a polaridade e retorna à unidade, ou seja, a cura. Assim, a serpente se torna o símbolo do desenvolvimento. Assim com o despertar da serpente de energia Kundalini (aquele que tem forma de serpente – a coluna vertebral), é decisivo para a ascensão rumo ao verdadeiro ser humano espiritual. Foi o endireitamento físico dos homens primitivos que possibilitou pela primeira vez a postura ereta e, com isso, tornar-se humano propriamente dito. A coluna vertebral, portanto, ocupa a posição central do ser humano.

Dito todo esse significado de nossa coluna vertebral, além do suporte do nosso corpo, é o pilar da estrutura muscular, é responsável pelo movimento dos braços, pernas e dos órgãos. Ainda, do ponto de vista psicológico, ela representa nossas raízes genealógicas e tudo que suportamos dos dilemas da vida.  Para se ter uma ideia desse “suportar”, considerando apenas o que vivemos em um dia, se medirmos com uma fita métrica nossa coluna pela manhã e à noite ao ser medida novamente, teremos a coluna comprimida em até 02 cm. Trazendo a simbologia de um grande pilar de um edifício, é a parte invisível que sustenta toda estrutura.

Essa parte invisível, no caso da coluna, são nossos antepassados. Segundo Cristina Cairo autora do livro “Linguagem do Corpo”, quando uma criança nasce com problemas de coluna ou desvio de vértebra é porque a desarmonia familiar vem de muitas gerações. É o tipo de família que precisa de apoio espiritual e psicológico pois as estruturas estão cada vez mais abaladas de pai para filho. A autora nos alerta para nestes casos os pais precisam recorrer à sua religião e orar pelas almas dos antepassados, uma vez que de geração a geração ocorre uma interferência genética.

Vamos aos significados das patologias da Coluna, lembrando que as informações as quais nos referimos, pode alterar de individuo para individuo, considerando que somos espíritos milenares e que podemos alterar inclusive nosso DNA.  O importante é sabermos que nem tudo que um autor apresenta ocorre com 100% das pessoas.

Nosso intuito é alertar, e quem sabe, contribuir para seu problema de saúde. Já alertamos que desvio da coluna pode significar que você tenha medo de tomar decisões importantes porque teme perder ou magoar alguém. Ela está normalmente lotada de responsabilidades, e muitas vezes, nem todas responsabilidades são nossas. Sei que nesses momentos, momentos recorrermos ao Criador pedindo ajuda, mas são tantas dúvidas que não confiamos no futuro.  Apoiar-se em pensamentos antigos por falta de agilidades para superar a vida, provoca desvio de vértebras.

Problemas com :

 Vértebras Cervicais – significam que a cabeça está sem apoio, confusa, indecisa, amargurada, a pessoa se sobrecarrega com problemas dos outros e ainda desenvolve sentimento de culpa; A solução está em tentar não “carregar além do que pode.

Vertebras torácicas – Significam as contrariedades – a pessoa vem levando a vida com insatisfação, tem medo do fracasso, culpam os outros por suas tristezas, sentem amargura, não se relacionam amorosamente por idealizarem demais o amor. Arranjam mil desculpas para não desfrutarem a vida e experienciam tudo que é relacionado com punições internas e sentimento de culpa. Dores nestas vertebras sinalizam um sentimento de ser burro de carga da família, de ter que fazer tudo sozinho e da obrigação de ser explorado pelos outros. Mostra ainda, nossa tendência de viver no passado do que no presente. Queimações nesta área, falam de nossas emoções, sobretudo, das raivas guardadas por nos sentirmos explorados pelos outros sem nenhuma compaixão.

Vertebras lombares – significam contradições nos sentimentos e aparecem em pessoas que ao mesmo tempo precisam de amor, recusam-no por necessitar de liberdade e sua individualidade. Se mostram indecisas quando precisam tomar decisões relativos a seus relacionamentos amorosos e aos seus sentimentos. Dores nesta região falam ainda de inseguranças materiais e afetivas. Tais dores nos fazem perceber que estamos vivendo incoerências entre nossos desejos e nossas ações. Essas dores geralmente aparecem diante de situações de perdas diversas (emprego, aposentadoria, separação, saída de filhos de casa, entre outros).

Reforçamos a necessidade do conhecimento de nossas emoções e suas consequências em nossos corpos. Procurar o médico e nos encher de medicamentos, nos levando muitas vezes a mais doenças, pode ser uma forma de nos escondermos de nós mesmos. A busca da felicidade da paz interior e de nosso equilíbrio, pode não ser tão fácil. O objetivo de nossos alertas é para busca da causa de nossas enfermidades.

Joanna de Angelis nos alerta: “O desenvolvimento de nossas emoções é imperativo da reencarnação do Espírito, que se aprimora, etapa a etapa, no processo da evolução, passando pelas sucessivas experiências carnais. 

Cumpre, desse modo, ao homem e à mulher, seres essencialmente emocionais, a canalização dessa força dinâmica para a auto superação, constatando que ninguém, em fase normal do desenvolvimento, passa sem vivenciar o alto potencial da emoção”.

Ao término de toda essa conceituação de cunho cientifico/espiritual,  nada mais adequado do que a sonoridade de um clássico de autoria do genial Frédéric Chopin O Noturno que uma composição de 1830/1832, que evoca, para nos sensibilizar com relação à prática   da medicina integrativa.  Deliciem – se com a sonoridade melódica impar do Noturno de Chopin.

Obras consultadas:

1. Ângelis. Joanna de (Espirito) Autodescobrimento – uma busca interior/ psicografado por Divaldo P. Franco – Salvador, BA –Liv. Espírita Alvorada, 1965;

2. Barreto. Adalberto de Paula – Quando a boca cala, os órgãos falam. Fortaleza: Gráfica LCR, 2012;

3. Cairo, Cristina: Resumo do Livro: Linguagem do Corpo. Ed. Mercuryo. (Sem autoria do Resumo).

 

 

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