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Horário de verão como solução para economia na conta da luz

 

O horário de verão é a prática antiga, adotada ainda no século XIX, de adiantar os relógios uma hora durante os meses da primavera e do verão  de cada ano, com o intuito de economizar energia nas regiões que mais recebem luminosidade solar nesse período do ano, retornando para o horário padrão no outono do ano subsequente. Até 2017, o horário do verão começava sempre no terceiro domingo do mês de outubro, terminando no terceiro domingo do mês de fevereiro. A partir de 2018, no entanto, o horário de verão passa a ter início no primeiro domingo de novembro, mantendo-se a data de término habitual.

No Brasil, o horário de verão foi adotado entre 1931 e 1932, entre 1949 e 1952, em 1963, entre 1965 e 1967, bem como entre 1985 e 2018, todos com o objetivo de reduzir o consumo de energia no Distrito Federal (DF), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Minas Gerais (MG), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Paraná (PR), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC) e São Paulo (SP).

Termoelétrica de Campina Grande/PB

Para se ter uma ideia da economia de energia durante Horário de Verão entre 2016/2017 foi mantido a média de redução do consumo no horário de pico (18:00 h) em 4,5% e diminuiu em 0,5% o consumo geral de energia. Apesar de parecer pouco, a energia que deixa de ser consumida nesse período é suficiente para atender a uma cidade como Brasília, que tem cerca de 2,8 milhões de habitantes, durante o mesmo período, gerando, segundo o Ministério das Minas e Energia, uma economia de R$ 159,5 milhões devido à redução no uso de usinas termelétricas, que produzem eletricidade mais cara porque usam combustível para funcionar.

Ainda de acordo com o Ministério das Minas e Energias, a sobrecarga no Sistema Interligado Nacional (SIN), o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil, ocorre no período de pico (das 18h às 21h), ou seja, quando mais pessoas, empresas e indústrias estão utilizando energia. E a maior sobrecarga ocorre por volta das 18h, quando a maioria das pessoas retornando às suas casas tem as ações de acender a luz e ligar aparelhos eletrodomésticos. É também o horário em que a iluminação pública nas ruas começa a ser operada e coincide com o final do expediente de algumas empresas e fábricas, que ainda estão em funcionamento.

Nos últimos anos, entretanto, a justificativa da economia de energia  começou a ser questionada pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), que pondera que há um movimento contrário, ou seja, para um leve aumento no consumo de eletricidade, relacionada com o uso de aparelhos de ar-condicionado, o maior vilão quando se trata de consumo de energia em edificações, o qual está associado ao aumento de temperatura que naturalmente ocorre no verão. Foram esses argumentos que fizeram com que a adoção do horário fosse abolida, no período 2019-2021.

Entretanto, parece que os questionamentos da ABESCO não levou em conta que, com menor quantidade de chuvas da série histórica, reservatórios do país que alimentam hidrelétricas começam época mais seca do ano (no verão) com baixo armazenamento de água, acendendo alertas de risco energético para este ano de 2021.

Diante do risco de um apagão energético em 2021, o governo, por meio do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), autorizou que a utilização de todos os recursos disponíveis de geração de energia, sem importar quanto isso custará para o consumidor. Essa solução envolve o acionamento de todas as usinas térmicas, bem como a importação de energia da Argentina ou do Uruguai, em detrimento da adoção de um novo horário de verão para os próximos anos.

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1 COMENTÁRIO

  1. Texto esclarecedor, realmente eu não entendia e nem achava necessário o horário de verão, até pq se fazia muita confusão quando o inicia o horário de verão. Parabéns!

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