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A Doença – Uma Reflexão sob a Ótica dos Sentimentos – II

Dando continuidade à série de artigos que têm por objetivo estimular nosso autoconhecimento, fazendo a ligação entre Ciência e Espiritualidade e como nossas emoções e sentimentos interferem em nossa saúde, continuaremos a falar do maior órgão do corpo humano – a  pele – e como podemos ser alertados por algumas das patologias que nela surgem. Lembrando ainda, que o homem como ser da Criação, pertence a um todo no universo.

Ao dar início a esta reflexão, se faz necessário esclarecer que, sob nenhuma hipótese, a Medicina Espiritual dispensa a Medicina Terrena. Uma é complementar à outra. Uma cuida da causa – Medicina Espiritual, outra dos seus efeitos no corpo físico – Medicina Terrena.  A medida que formos nos aprofundando nas informações traremos as explicações do ponto de vista da Espiritualidade para a devida compreensão do texto.

A medicina terrena, ao longo dos anos, tem avançado muito, trazendo cura a milhares de pessoas. Já sabemos que não se pode encarar o homem apenas como um agregado de células, músculos e nervos que constituem o veículo fisiológico – o corpo físico. Como também não podemos comparar o cérebro a um computador complexo, pois ele precisa de um agente, intrinsecamente humano, para construir o sistema nervoso e para dizer como ele deve agir.   , diz: A este agente capaz de utilizar o biomecanismo, imprimindo-lhe o direcionamento consciente de sua individualidade, é o que chamamos de espirito ou de alma.” Ou seja, é impossível se comparar um computador, por mis complexo e avançado que ele seja, a um organismo vivo principalmente ao corpo humano, nós temos uma característica que nos é essencial: temos alma.

O Espírito contém, já no momento de nossa concepção, todas as possibilidades de doenças que podemos vir a desenvolver no decorrer da nossa vida (sempre respeitando o nosso arranjo genético). O nosso espírito traz em si não só as possibilidades de doenças, mas todas as nossas características como ser humano a se desenvolver nesta existência. Enfatizo que, chamo de possibilidades de doenças pois deve ser levado em consideração que do ponto de vista da Criação nada é definitivo, uma vez que quão mais próximos fiquemos dos ensinamentos do Criador, ensinamentos de amor e caridade, melhores seremos, e muitas doenças anteriormente programadas em nosso processo reencarnatório, podem ser reduzidas ou mesmo eliminadas.  Explico de forma sucinta: podemos trazer a possibilidade de desenvolvermos algumas enfermidades, como adquiri-las na presente encarnação, por isso, a necessidade de nosso autoconhecimento, e do domínio de nossas emoções, consideradas “chaves” para o aparecimento ou desenvolvimento da enfermidade.  Reforço ainda que a doença aparece primeiro no corpo espiritual e posteriormente, no corpo físico.

Dando continuidade à nossa série, continuemos falando a respeito da pele

O que nos diz a coceira (prurido)?

A palavra latina prurigo, além de “coçar”, também tem sentido de “lascívia” e de “desejo”, e o verbo correspondente, prurire, significa coçar.

Sabemos que prurido acompanha várias doenças da pele, como por exemplo, a urticária. Pode aparecer sem uma “causa original”. A coceira, quando intensa, pode nos levar ao desespero, nos levando ao constante “arranhado” em qualquer parte do corpo. Coçar e arranhar têm significado na linguagem   psíquica:  “Estou me coçando de vontade de fazer isso”, ou ainda, “não estou nem me coçando para isso”. Poderemos substituir as palavras arder ou importar-se por “estimular”.  A coceira é sentida como um estímulo. Por isso também falamos em “estimulo de coçar”. Nas ações de coçar bem como de estimular pode existir uma conotação sexual. Nossa sexualidade, porém, não deve nos impedir de ver todas as outras referências, mesmo que estas, nos pareçam contraditórias.

Ao sermos estimulados externamente de alguma forma, também está sendo estimulado algo em nosso interior. Seja a sexualidade, a agressividade, a simpatia ou o amor.  Esta avaliação só poderá ser feita com nitidez no âmbito humano. Não sabemos com absoluta certeza, quando o impulso é estimulante, se reagiremos com irritação ou outra manifestação. Só temos absoluta certeza que um estímulo nos estimula.

A coceira física mostra que alguma coisa está nos arranhando ou estimulando no âmbito psíquico. Por trás do desejo de coçar existe uma paixão, um fogo interior, uma emoção ardente que quer se extravasar, que deseja ser descoberta. É por isso que ela nos obriga a nota-la através do prurido.

Quando insistimos em ignorar ou nos recusamos a vê-la, ela surge como forma de alerta. É quando a coceira surge como um grito para ser notada. Arranhar é uma maneira suave de remexer e de cavoucar. Assim como quando fazemos com a terra quando buscamos algum tesouro escondido, para que venha à superfície. Da mesma forma, o paciente com comichão arranha a superfície da pele, a fim de encontrar o que o está atormentado ou estimulando. Se descobrir o que o faz tão irritadiço, estará curado. Sessada a causa, sessado o efeito.

Portanto, um acesso de coceira é sempre um aviso de que há algo “nos coçando”, que existe alguma coisa que não nos deixa esfriar, que está ardendo em nossa alma. É um desafio para que cocemos nossa consciência até descobrirmos o que a instiga, até encontrar aquilo que deve ser estimulado.

A coceira é o grito de nosso inconsciente pedindo que revisemos ou acessemos algum conjunto de sentimentos ou memórias adormecidas. Nosso corpo reflete sentimentos e emoções. A forma de curarmos, ocasionalmente, nosso corpo é através do controle de nossas emoções, contudo, muitas vezes se faz necessário que sejamos menos rigorosos no controle dessas emoções. Tal qual uma mãe atenta permite que seus filhos se desenvolvam livremente sob seu olhar cuidadoso; ao contrário de uma mãe rígida que tolhe o desenvolvimento de seus filhos causando rebeldias futuras. Controlar nossas emoções, às vezes, é permitir que elas se desenvolvam livremente sem repressões.

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