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Prosa Nordestina

                                  

Por: Joao Vicente Machado


João Batista Bernardo, codinome João Furiba, nasceu em Taquaritinga do Norte, PE, mas ainda criança foi morar em Sumé PB, então chamada de São Tomé do Sucuru.

Era conhecido como João Mentira por ser afeito a algumas estórias fantasiosas que ele inseria no contexto da cantoria.

Aos 15 anos na cidade de Campina Grande, teve oportunidade de cantar ao lado de grandes cantadores como Josué da Cruz, Canhotinho, Manoel Raimundo de Barros entre outros e a partir dai iniciava sua carreira de sucesso na cantoria.

Foi o último violeiro da geração de Pinto do Monteiro e Lourival Batista, aliás foi Pinto do Monteiro que lhe deu o nome de João Furiba.

Sendo especialista numa modalidade da cantoria de viola chamada  mourão perguntado, que é quando um violeiro diz um verso e o outro responde até que o primeiro que é dono do baião arremate graciosamente.

  Furiba mostra sua genialidade, improvisando essa obra de arte:

“Pra não fazer como a tua

Que fica em casa sozinha,

Entra homem pela sala,

Sai homem pela cozinha,

Eu como sou desconfiado

Pra onde vou, levo a minha.”.


Numa peleja com Pinto do Monteiro, Furiba, deixando de lado a mentira, falou que havia casado mesmo. Pinto não perdeu tempo e improvisou:

“Sei que sua esposa é

Honesta, educada e forte,

Talvez seja a mais bonita

Da Paraíba do Norte,

Eita Furiba feliz,

Ô moça pra não ter sorte!”.

Hoje homenageamos João Furiba que morreu em 31/01/ 2019 com 100 anos de idade no hospital Regional de Cajazeiras PB. A seguir assista o vídeo com algumas das prosas de João Furiba.



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7 COMENTÁRIOS

  1. Hoje eu tive a honra de receber por intermédio da historiadora Cristina Couto um áudio que ela recebeu de Geraldo Amancio Pereira, agradecendo a referência que fiz no artigo de hoje, não à pessoa dele, mas o artista que ele é. Depois peguei com Cristina o telefone Zap dele e trocamos ideias sobre diversos temas e ele propôs que não nos afastássemos culturalmente.
    Vamos caminhar juntos na causa do povo, com prosa, poesia e viola.

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