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Equívocos Eleitorais

                                        

 

Por João Vicente Machado

É muito comum ouvirmos um comentário muito antigo que “o povo não sabe votar”. A frase sempre é acompanhada de uma censura prévia a esse tipo de comportamento que é creditado exclusivamente ao povão pela culpabilidade do equívoco das repetidas escolhas eleitorais erradas.

A casa grande nunca assume a sua parcela de culpa no processo, e esquece  de dizer ou omite a verdade, que o baronato sempre quis manter o estado de ignorância do povo para entronizar a dominação ideológica, e mantê-lo   refém da ignorância.

Os mesmos que espalharam junto aos escravos que, manga ou abacaxi com leite provocaria congestão, desde sempre inculcaram na cabeça do povo que a política é um sacrifício, mas é uma “cachaça” ou que é uma atividade enojante.

Com esse discurso conseguiram manter a si e aos seus, sempre em evidência eleitoral que vem de tetravô para bisavô, de bisavô para avô, de avô para pai, de pai para filho, de filho para netos, de netos para bisnetos e de bisnetos para tetranetos, atravessamos de oito a dez gerações.

Outra prática é a pregação da rotatividade quando perdem o mandato, desde que essa alternância não envolva eles nem os seus. Quando surge um laranja como bate esteira,  (termo das vaquejadas) é estimulado a pedir “uma oportunidade,” já que nunca deteve mandato. A miuçalha de partidos sem expressão lança uma profusão de candidatos e aí vem outra bazófia de falta de opções, ate porque os partidos populares e progressistas, mais criteriosos, baseiam suas candidaturas em programas e lançam nomes nascidos do povo com compromisso de classe, elegendo vez por outra um nome de qualidade.

Ora, para não haver opção é necessário que todos os candidatos estejam nivelados por cima ou por baixo. Do contrário há opção sim e essa opção pode ser alguém provado em uma ou mais gestões, que tenha compromisso com seu povo, que eleja prioridades através de um programa discutido com o povo e que tenha um histórico de realizações que o credencie a se apresentar para o julgamento popular.

Se um candidato preenche esses requisitos onde está a falta de opção senão na cabeça das oligarquias ou dos seus laranjas que querem plantar a dúvida?

     Todavia, se o eleitor esta diante de uma candidatura que preenche esses requisitos, diante de 12 concorrentes  que nem de longe chegam a esse nível, onde está a dúvida?  é aí que você precisa demonstrar que tem capacidade de escolher  o que quer, sem tutela de seu ninguém. Imagine o seguinte cenário: uma montadora qualquer lança à venda um modelo novo de veiculo, chamado comumente lançamento. O que manda a prudência? A prudência manda que aguardemos o lançamento e verifiquemos a avaliação do veículo para só então adquirir o veículo sem correr o risco de  apostar no escuro e “dar uma oportunidade” ao ineditismo.

      Novo  Seat  Terraço- espanhol

Mutatis mutandis se entendermos de dar “uma oportunidade” a um candidato a cargo eletivo correremos o mesmo risco com consequências piores. Porque o carro poderemos vender em seguida. Mesmo perdendo dinheiro, enquanto o candidato só iremos nos livrar dele em quatro anos.

Nessa eleição que se aproxima, pense muito nisso e não embarque em aventuras!

 

Consultas: Aos cinquenta e cinco  anos de militância de João Vicente Machado.

Fotografias: https://www.vice.com

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