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Sobre Pesquisas

       

   Por: João Vicente Machado

Segundo Aurélio Buarque de Holanda no seu consagrado dicionário, pesquisa eleitoral se define como:

“Enquete que busca antecipar o resultado final de uma eleição a partir da opinião dos eleitores.”

    Existem vários tipos de pesquisas, a começar pela pesquisa científica que é muito mais detalhada do que as demais, porque visa à descoberta de novos conhecimentos científicos no campo das artes, da literatura, da medicina, da engenharia, da cibernética e da ciência em geral. 

A pesquisa de mercado é uma modalidade usada para indicar as potencialidades de determinadas cidades polo, ou regiões, onde há a expectativa de instalação de um empreendimento, seja ele comercial,  industrial ou  público.

A pesquisa comercial é uma outra modalidade usada para identificar preferências por preço, ´por quantidade,  por qualidade, por marca ou tipo de  produtos de diversos usos etc.

  Neste espaço nos deteremos nas considerações sobre a pesquisa eleitoral, que pode ser qualitativa ou quantitativa, haja vista a proximidade das eleições de novembro próximo, ocasião em que   serão demandadas com maior intensidade.

   A pesquisa eleitoral qualitativa é  mais detalhada, porque investiga uma gama de indicadores e  os dados que são  coletados  e processados gerarão informações subjetivas que permitirão interpretar e compreender anseios diversos dos eleitores, as  suas ideias e as suas  expectativas. O estudo desses elementos servirá como referência para a definição de um rumo de campanha, em termos de conteúdo, de programas e de estratégias de marketing. 

    É uma pesquisa de maior custo cujos resultados são para consumo interno, com caráter sigiloso até no âmbito interno da agremiação partidária. Um exemplo bem conhecido de pesquisa qualitativa foi uma pesquisa idealizada e lançada pela Rede Globo de Televisão e em seguida aplicada em rede nacional. Tinha um célebre jargão que visava massificar a ideia, que seria exaustivamente repetida durante sete meses seguidos: “o BRASIL que eu QUERO”.

     A campanha foi produzida  e lançada  em  janeiro de 2018 em toda rede e afiliadas,   se estendendo até o mês de setembro. A sondagem durou 07 meses, com o resultado final divulgado para o público (eu disse para o público!), em 30 de setembro de 2018, um domingo, a apenas cinco dias das eleições gerais  que ocorreram em 07 de  outubro do mesmo ano,  elegendo  inclusive o presidente da republica que aí  está.(“O Cantador de Vocês”) Para assistir  o vídeo (clique aqui).https://youtu.be/urPx5GVFbVE

“O projeto O Brasil que eu quero recebeu mais de 50mil vídeos de 99,5% dos municípios brasileiros: 9% das mensagens foram gravadas por crianças; 7% por adolescentes; 13% por idosos; e o restante (71%) por adultos”.

  “Na participação por sexo, 28% são mulheres, 65% homens”  e

“Muita gente deu o recado nos últimos sete meses: menos corrupção, mais educação e cidadania, mais segurança. saúde de qualidade, políticos comprometidos com a população, menos intolerância e preconceito, mais emprego. Foram mais de 120 pedidos.”

A reprise de tudo isso pode até ser cansativa, mas é real e representa um forte indício de que foi determinante  para nortear  o conglomerado eleitoral em torno da candidatura de Bolsonaro no marketing a ser adotado. Ajudou inclusive a acelerar  a   prisão de Lula em 7 de abril de 2018, uma estratégia atribuída  ao então juiz  Sérgio Moro que comandou o processo nos bastidores contando com o trabalho sujo de Deltan Dallagnol  e da Policia Federal que celebrizou até a figura de um Japonês aparentemente circunspecto, agora afastado das funções  acusado de corrupção.

A pesquisa eleitoral quantitativa por sua vez, é um levantamento por amostragem, menos preciso, sendo a mais usada até por ser a de menor custo.   

Todavia, se for elaborada e aplicada criteriosamente e com lisura, registrará com certeza uma fotografia fiel do momento eleitoral da campanha.  Contudo, é a de menor credibilidade por ser costumeiramente manipulada, funcionando muito mais como instrumento interno de ajuste e correção dos rumos apontados na pesquisa qualitativa e paralelamente criando um clima de derrotismo desalentador  no ânimo  dos candidatos de oposição ao sistema  dominante, a soldo de quem geralmente trabalham.

As considerações que fizemos sobre a pesquisa quantitativa não têm a menor intenção de desqualificá-la ou reduzi-la tecnicamente. Se assim pensássemos iríamos desacreditar os exames laboratoriais que são feitos com material coletado no nosso corpo, (sangue, urina ou fezes) para analisá-lo, usando os resultados para identificar diversas patologias e a definir um diagnóstico. 

Ora, sabemos que o corpo humano tem em torno de 4,5/05 litros de sangue e para os exames necessários não se faz necessário coletar todo sangue e sim apenas 08 ou 10 ml para subsidiar o diagnóstico. 

Os laboratórios colhem as amostras, analisam, ponderam e norteiam o médico na emissão de um laudo com um alto grau de confiabilidade, afora pequenos e irrelevantes erros.

Novembro vem aí, e recomendamos muito cuidado com as pesquisas! Já existem veículos de comunicação anunciando agora, a pretensa reeleição de Bolsonaro em 2022. 

Ora, um governo sem propostas e em franco declínio; que implementa uma política de desmonte do estado nacional nos alijando do processo de competitividade no mercado exterior; que prefere gerar emprego lá fora quando vende ou permite a venda  dos nossos ativos como foi o caso da EMBRAER, subordinando o governo da forma mais desvantajosa e  vergonhosa possível aos grupos econômicos e financeiros internacionais; quando a economia já registra sinais claros de uma estagflação que é a  inflação associada à recessão; perguntamos: alguém em sã consciência acredita numa pesquisa quantitativa que é uma fotografia do momento realizada a mais de dois anos da eleição? Se acreditarem, acreditarão também em todas as figuras fantásticas do nosso folclore: saci – pererê, lobisomem, mula sem cabeça, caipora ou dona fulorzinha etc . CUIDADO!

       Sangue coletado para análise por amostragem

Fontes: WW.tse.jus.br;

WWW.centrodepesquisa.com.br;

Foto:https://pebmed.com.br/

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2 COMENTÁRIOS

  1. Para alguém como eu que não sabia da existência de tantos tipos de pesquisas valeu a aula. Mais uma vez meus sinceros e imensos PARABÉNS a este Blogueiro que vem dia após dias aprfundando-se em assuntos de grande relevância.

  2. Jamais iria duvidar de uma pesquisa científica criteriosa. Todavia Sabemos que uma pesquisa quantitativa por mais criteriosa que seja, nunca vai poder projetar um prognóstico com dois anos de antecedência. Essa afirmativa de que Bolsonaro estara eleito em 2022 carece de credibilidade.

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