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As consequências da Verdade no contexto da saúde

Vamos retornar a falar de enfermidade, ou melhor, vamos falar de Cura. Neste cenário que vivenciamos desde o ano passado, temos visto muitos amigos e familiares partirem. Alguns acontecimentos nos intrigam nos levando a questionar a causa de algumas pessoas bem jovens não resistirem à doença e partirem enquanto outras, muito idosas, cheias de comorbidades, passam por momentos dificílimos, mas resistem à doença. É surpreendente inclusive para a Ciência, que não consegue explicar estes acontecimentos.

É evidente que ninguém pode dizer com exatidão o porquê de algumas pessoas se curarem e outras não. Contudo, se a doença lhe fizer uma visita, não pense que esse hóspede é um castigo enviado por Deus. A doença, como as fadas ou as bruxas dos contos infantis, muitas vezes são enviadas com um papel importante na história; se Branca de Neve não tivesse mordido a maçã envenenada nem a bela adormecida picado seu dedo num fuso amaldiçoado nunca teria encontrado seus príncipes e tido seus finais felizes. Voltamos a dizer: se a doença o visitar, não pense que isso é um castigo divino, Deus escreve suas linhas apenas com palavras de amor, como um bom pai, Ele jamais nos pune, quando muito, nos ensina valiosas lições. Podemos sim, ver a doença como uma professora que vem nos alertar para a necessidade de nosso crescimento espiritual, como uma amiga que veio nos mostrar que precisamos observar o caminho que estamos percorrendo e assim, nos conduzir a um outro que não nos leve ao abismo.

Algumas condições para a cura nos são repassadas pelos Médicos Espirituais. Uma delas é querer se curar. Você pode pensar: que coisa estranha, e tem alguém que não quer se curar? A experiência com pessoas que buscam a Casa Espírita para tratamento, nos mostra que sim. Mas por que? Eu repondo: Carência, baixa autoestima, culpa… Algumas pessoas tem uma carência tão grande, que precisam de uma “bengala” para chamar a atenção para si. Precisam da atenção dos filhos e não a tem; procuram atenção do marido e também não a tem. Assim, seu subconsciente procura uma forma de chamar a atenção de todos, desenvolvendo uma enfermidade e, dessa forma, todos se voltam para ela. Muitas vezes associamos a baixa autoestima a um sentimento de cuidado com a aparência, ou com a beleza exterior, mas esse é um mal que nos aflige nas profundezas do ser, é um sentimento que nos permeia como um veneno e que nos diz que não somos bons o suficiente, que não merecemos “isso tudo”, é um sentimento que, em termos literais, nos impede de ter estima, cuidado, carinho conosco. E o que acontece com um corpo que não recebe carinho, atenção e cuidado? Invariavelmente adoece. Nosso último exemplo: a culpa, irmã, quase siamesa, da baixa autoestima também tem seu veneno, apesar de mais forte. Creio que seja o sentimento mais difícil de se tratar, já que ao contrário dos dois anteriores, em que a doença surge quase como um efeito colateral ao sentimento, nesse caso a doença é cultivada pelo paciente. Nos casos anteriores, o paciente se deixa adoecer e se habitua com a doença, nesse caso o paciente a cultiva por crer não merecer a cura.

Além do mais, existem pacientes que marcam encontro com a dor! Você nunca ouviu alguém falar que tal hora do dia a dor de cabeça chega? Que tal dia da semana, chegar tal desconforto? Então, essas pessoas se apossam da dor. Ela é sua! “minha dor de cabeça”, “minha enxaqueca”. “Minha artrite”, e por aí vai. Ou seja, não tenha apego a doença!
Outra orientação, não negue sua enfermidade. Não estou me referindo a sua divulgação, mas a sua aceitação. Quando a aceita, você já se predispõe a lutar pela cura. Apenas um doente pode ser tratado. E nada mais importante que a aceitação da verdade. Vou lhes contar uma pequena história contada pelo próprio Jesus. Ela foi publicada em uma obra psicografada por Chico Xavier, pelo Espirito de Néio Lucio – “Jesus no Lar”, este Espirito nos relata algumas das Histórias contadas por Jesus na Casa de Simão Pedro.

É contado, nesta obra, que todas as noites Jesus se reunia com seus discípulos e seguidores após o jantar, e quando perguntado sobre algum tema, se utilizava de parábolas, ou pequenos “casos”, diríamos hoje, para ilustrar o conhecimento da noite. Como é muito conhecida as palavras do Mestre que só a verdade fará livre o homem, naquela noite Pedro perguntou: – Senhor o que é a Verdade?

Jesus respondeu rapidamente: “A Verdade é a Luz divina total; entretanto o homem ainda está longe de suportar – lhe a sublime fulguração. Parece que essas palavras foram ditas ontem à noite em qualquer residência dos dias atuais. Será que sabemos realmente o que é a Verdade e seu real significado? Como a maioria de nós, Pedro também não compreendeu, então Jesus começou a explicar.

Ele passa a contar o caso de homem que vivia numa caverna escura, e que, nela, a claridade jamais chegara. Mas este homem sofria muito e sempre rogava ao Pai o socorro divino para sarar seus sofrimentos, assim, como todos nós em nossas aflições, nos lembramos de pedir socorro aos Céus. Conta Jesus que aquele ambiente cheirava mal, e por isso o homem se sentia sufocado, falava que ainda era um homem que podia produzir e por que continuava naquele sofrimento? Chorava e bradava e não escondia sua aflição, sempre gritava pedindo explicações para as razões de viver naquele ambiente insuportável.
Como sempre o Pai ouve as  nossas súplicas, e já compadecido de tanto sofrimento, resolveu ajudar aquele filho tão revoltado e amargurado. Resolveu então lhe enviar a Fé, e assim, a sublime virtude o fez confiar no futuro e ele permaneceu por algum tempo persistindo em suas orações. Mas logo se cansou e voltou a suas lamurias de sempre.

Foi então piorando seu desespero e aflição e novamente a providencia divina resolve mandar outra ajuda, desta feita, mandou a Esperança. Ah! Agora sim, a emissária lhe enxugou o pranto, falou-lhe da eternidade da vida, rogou-lhe calma, resignação, fortaleza. O pobre homem de início pareceu melhorar, mas logo, retornou às suas lamentações de sempre. Não podia respirar! Novamente condoído, o Senhor mandou a Caridade. “A nova mensageira acariciou-o e alimentou-o, trazendo-lhe palavras de carinho qual se lhe fora abnegada mãe”, No entanto o miserável homem, continuava a gritar revoltado, o Pai compassivo enviou-lhe a Verdade.

Como portadora do esclarecimento se fez sentir na forma de grande luz. Diante da luz, aquele homem viu-se como verdadeiramente era e apavorou-se. “Seu corpo era um conjunto monstruoso de chagas pustulentas da cabeça aos pés e, agora, percebia, espantado, que ele mesmo era o autor da atmosfera intolerável em que vivia”. Diante da Verdade que serena, abria-lhe a porta da libertação, horrorizou-se de si mesmo; sem coragem de buscar a própria cura, não teve coragem do enfrentar sua visitadora frente a frente, para aprender a limpar-se e purificar-se, fugiu e retornou a outra furna onde pudesse se esconder.

Diante daquela penosa História, todos os presentes continuaram calados. Quem sabe, se identificando com aquele homem? A conclusão do Mestre é de que: “A mesma coisa acontece com a maioria dos homens perante a realidade”. Gritam por socorro dos Céus, sentem-se no direito de receber ajuda, mas amparados pela fé, pela esperança e caridade, consolam-se, desconsolam-se, creem e descreem, mas quando chega a Verdade, muitos não a suportam e preferem viver como antes. A verdade liberta, mas como o cinzel que precisa cortar a pedra, se faz necessário, coragem esperança e muitas vezes suportar uma dor, que quando passa, traz a paz, a beleza e claro, a saúde.

Espero sinceramente, que este texto traga a cada leitor a coragem de buscar, conhecer, a verdade sobre si mesmo. Só dessa forma, contaremos com o apoio do Pai que nos ama e que quer o melhor para nós. Mas, precisamos fazer a nossa parte, precisamos buscar: Segundo nos diz Mateus (7:7-11), sobre a eficácia da prece: “Pedi o vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá. Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir um pão? Ou lhe dará uma cobra, se este lhe pedir peixe? Ora, se vós que sois maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus!

 

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