Por: Mirtzi Lima Ribeiro;
Ao observar o mundo percebe-se que há uma tendência da humanidade rumar para extremos antagônicos.
Um quantitativo enorme de pessoas deificam o consumo, a aparência externa, rótulos, o prazer pelo prazer ou a satisfação ilimitada dos desejos e sensações, além dos mega jogos de poder.
Outro grande grupo cultua ou venera mestres, gurus e, por extensão, seus respectivos ashram, que pululam na mídia, manchetes de jornais, TV, sites, livros, seminários, cursos, vivências, etc., e que visam os mais diversificados estilos de vida.
Enquanto esses grupos estão em lados antagônicos, um no campo material e outro na vertente da transcendência (sejam quais forem os meios empregados), há uns poucos que escolhem trilhar o caminho do meio.
E aqui, caminho do meio, não é estar “morno”, não é ficar em cima do muro, antes, é manter uma perspectiva equilibrada sobre a vida e se perceber incorporando simultaneamente em si o campo material e o espiritual. Essa espécie de enfoque reflete a integração de todos os aspectos que são intrínsecos à vida humana.
Não é aceitável adotar a mistificação em tudo e muito menos relegar completamente a vida material, uma vez que ainda estamos em um corpo de carne e osso, com necessidades e vicissitudes. Somos seres espirituais que vivenciam uma experiência material.
O caminho do meio, neste aspecto descrito, trata de desenvolver bom senso, visão adequada da realidade, além de equilíbrio nas emoções e entendimentos.
E o mais importante nessa trilha ou nessa busca, é focar na ampliação do nível de consciência, além de aumentar o cone de percepção para viver com qualidade emocional, mental e espiritual.
Outro ponto fundamental: é necessário desenvolver e melhorar o coeficiente de amor e de luz na humanidade como um todo.