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A Cura dos Dez Leprosos

 

Por: João Vicente Machado

       Vez por outra, mesmo como ateu, recorro ao texto bíblico, do antigo ou do novo testamento, como único registro histórico mais longevo, em busca de explicações para o comportamento humano e de um melhor entendimento das nossas ações como seres autodenominados racionais. 

Desde o Livro do Gênesis até o Apocalipse de João, passando pelos Atos dos Apóstolos e pelos Livros Apócrifos, encontramos várias passagens e ensinamentos marcantes, que se não forem tomados ao pé da letra, devem ser considerados. 

A sua leitura revela a lentidão da evolução humana e nos mostra que ainda hoje estamos incorrendo em erros e falhas recorrentes, apesar de decorridos vários milênios de presença da raça humana na face  terra.

  No Antigo Testamento, as histórias de Abraão, de Noé e a epopeia da Arca, a saga de Moisés e sua intuição aguçada, as guerrilhas de Josué para tomar posse da terra prometida, as histórias de David e a sabedoria de Salomão, além da história do próprio Cristo, registrada muitos anos depois no Novo Testamento, por: Mateus, João, Lucas e Marcos.

 

Ao Cristo são atribuídos vários milagres por ele operados, mesmo que repetisse sempre aos que o rodeavam e enalteciam: “a tua fé te curou!”. 

A ação do Cristo que era judeu, desenvolveu-se em pleno domínio do Império Romano, mas os seus maiores críticos estavam entre os próprios religiosos de então. Eles eram Escribas e Sacerdotes que tinham o domínio sobre os templos e sinagogas, além do concurso dos fariseus, que viviam à espreita de uma mínima falha Sua, para execrá-lo e condená-lo. Nesse trabalho sujo se aliavam aos judeus, que consideravam a Sua pregação herética e ofensiva aos interesses da religião.

O que temos visto com muita frequência é a transgressão aos ensinamentos cristãos, ambições pessoais se sobreporem aos princípios de: humildade, simplicidade, solidariedade, respeito, companheirismo, coerência e ética. 

O oportunismo nos nossos dias tem sido uma prática banal, frequente e epidêmica. Se alguém tem algo a oferecer estará sempre cercado de um entourage de chaleiras pegajosos que não o larga nem pra ir ao banheiro, verdadeiros papagaios de pirata. 

Ao pressentirem a perda ou o esvaziamento do poder ou do dinheiro, fogem em debandada.

Há alguns dias passados, tivemos um exemplo deplorável na vizinha cidade do Conde, onde um clérigo, provavelmente alinhado com o pensamento de uma oligarquia exangue daquela cidade, a qual  insiste na retomada de um   domínio de mais de 50 anos, responsável pelo atraso  quebrado com a eleição de Márcia Lucena, que vem  revolucionando a cidade, os distritos e a zona rural, com um trabalho inovador, moderno e estruturante.

A pantomima se armou de frente a um Cruzeiro Centenário recém-laqueado em tom de madeira, que o cura insistia em pintar de azul. Pelo que pudemos entender o Cruzeiro é objeto de tombamento como patrimônio histórico e a sua pintura deve obedecer ao protocolo das instituições afins.

O Padre passou por cima até das regras urbanas de convivência e resolveu peitar a autoridade da prefeita, numa atitude insólita para depois alegar ser vítima de “uma perseguição comunista”.

Foi aí onde ele tirou a máscara e revelou a verdadeira origem do conflito, além de sinalizar o seu (dele) lado político/ideológico. Esqueceram de combinar com o padre, ele queimou a fita e a sua atitude foi deplorável. 

Nada mais expressivo do que a narrativa da cura dos dez leprosos atribuída ao Cristo, na versão escrita de Lucas, Capítulo 17 Versículos de 11 a 19.  


Para finalizar e antes da leitura bíblica, mostraremos a fotografia da última reunião do secretariado  do então Governador Ricardo Coutinho, no fim de Dezembro de 2018,onde a imagem fala por si só. 


“… Não foram dez os limpos? (curados)  cadê os outros nove…” 


      “Amigos são todos eles,

       Como aves de arribação.

       Se faz bom tempo eles vêm,

       Se faz mal tempo eles vão.”

                                            Claudino Colaço

  Ultima Reunião do Secretariado do Governo Ricardo Coutinho

  • 11 E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio da Sumária e da Galileia;
  • 12 E entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe;
  • 13 E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.
  • 14 E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.
  • 15 E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz;
  • 16 E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graça; e este era samaritano.
  • 17 E respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?
  • 18 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?
  • 19 E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou. Lucas C.17 V.11 a 19

Consultas:http://www.paulus.com.br/

Fotografia: João Vicente Machado.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Sou uma assídua leitora da Biblia, estudo Kaballa e outras religiões. Infelizmente, o homem na ganância do poder e do ter usa Deus para dominar. Eles entendem de tudo, menos de Jesus que veio para libertar e não para dominar, veio salvar e não condenar, veio exemplificar e não mandar. E, como todo libertador morreu por defender uma causa, por incomodar os poderosos e não deixar se corromper.

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