# Site do João Vicente Machado > Egenheiro por Profissão, Matuto por Opção ## Posts - [A porta](https://joaovicentemachado.com.br/2026/04/a-porta.html): Por: Emerson Monteiro Era uma vez um mestre carpina de nome Pedro que vivia com sua família em pequena provação do interior sertanejo. Tirava o sustento das artes na madeira, fabricando peças primorosas, admiradas por quem as conhecesse, fama que lhe propiciava constantes encomendas. Além de dedicar-se com carinho ao seu trabalho, mestre Pedro demonstrava profundo interesse pelas coisas religiosas, praticando o bem e zelando pelos semelhantes, orientando, servindo e dando exemplos daquilo em que acreditava. Certa feita, recebeu ilustre personagem ligado aos negócios do governo querendo que ele produzisse uma porta destinada a templo em construção numa cidade maior […] - [Um pastor de nuvens](https://joaovicentemachado.com.br/2026/04/um-pastor-de-nuvens.html): Por:José Nunes O cronista Carlos Romero, que fisicamente nos deixou em janeiro de 2019, foi merecedor de uma justa homenagem patrocinada pela Academia Paraibana de Letras no dia 20 de março o mesmo ano. Homem justo e de imutável caráter, durante mais de sete décadas viveu para a literatura, sobretudo a arte de escrever crônicas, deixando um legado recomendado como modelo. A vida e a obra de Carlos Romero são passadas a limpo em livro que este escriba fez brotar, num esforço compartilhado com inúmeros escritores que também manifestaram igual admiração por este homem justo e honesto. Ele nasceu em […] - [O último Presidente da Parahyba (2)](https://joaovicentemachado.com.br/2026/04/o-ultimo-presidente-da-parahyba-2.html): Por: Ramalho Leite Homem comedido e, preocupado, apenas, em atender aos reclamos da sua consciência, Alvaro de Carvalho não agradou aos mais apaixonados seguidores do Presidente imolado. A Revolução estava sendo tramada ao seu redor, sem que ele tomasse conhecimento de nada. Gerou-se uma agressiva desconfiança contra seus atos. Foi censurado até por designar o tratamento de Excelência ao presidente da República, a quem se queria atribuir responsabilidade pela morte de João Pessoa. Considerado, injustamente, um traidor dos ideais defendidos pelo seu antecessor, teve que se afastar na Paraíba por alguns anos. Foi levar sua experiência de professor à juventude […] - [Somos peregrinos](https://joaovicentemachado.com.br/2026/04/somos-peregrinos.html): Por: Mirtzi Lima Ribeiro A jornada nessa zona temporal do espaço-tempo no planeta Terra, começa quando acoplamos nossa consciência nas estruturas de carbono para nos tornar sementes. No decorrer do processo subsequente, invariavelmente esquecemos a grandeza e a abrangência do nosso campo consciencial para nos confinarmos no experimento de uma vida material. Ao descer várias dimensões, o esquecimento é inevitável: embora o cérebro seja um equipamento fantástico, se limita às sinapses neurais e materiais. Ao adentrarmos na matéria, nos transformamos em semente que será fertilizada para dar lugar a outra metamorfose: se tornar embrião, depois feto e na sequência, um […] - [As Senhoras da vida; Abelhas, ordem natural e o equilíbrio do Mundo](https://joaovicentemachado.com.br/2026/04/as-senhoras-abelhas-da-vida-abelhas-ordem-natural-e-o-equilibrio-do-mundo.html): Por: João Vicente Machado Sobrinho Muito antes do surgimento das grandes civilizações humanas, já pulsava sobre a Terra uma ordem silenciosa, eficiente e profundamente integrada à lógica da vida: o mundo das abelhas. Esses pequenos insetos, frequentemente reduzidos à produção de mel, desempenham, na verdade, uma função estrutural na manutenção dos ecossistemas globais, além de dar um inestimável e inédito exemplo de organização coletiva. Através da polinização, as abelhas sustentam cadeias alimentares inteiras, garantindo a reprodução de milhares de espécies vegetais e, por consequência, a sobrevivência de inúmeros organismos — incluindo o próprio ser humano. Nesse sentido, não é nenhum […] - [A Grande Renúncia Masculina](https://joaovicentemachado.com.br/2026/04/a-grande-renuncia-masculina.html): Por: Antônio Henrique Couras Quando John Carl Flügel, em 1930, cunhou o termo “Grande Renúncia Masculina” em The Psychology of Clothes, ele procurava dar nome a uma transformação aparentemente simples: o abandono, por parte dos homens, da exuberância estética que havia marcado séculos anteriores. A partir do final do século XVIII, sobretudo no contexto das mudanças políticas e sociais que acompanharam a queda das aristocracias tradicionais, os homens passam a vestir-se de forma mais sóbria, rejeitando cores vibrantes, bordados, adornos e qualquer elemento que pudesse ser associado ao excesso. Em seu lugar, surge um ideal de elegância austera, baseado na […] - [Páscoa](https://joaovicentemachado.com.br/2026/04/pascoa.html): Por: Neves Couras Estamos na semana que, segundo o Cristianismo, carrega diversos significados. Enquanto católica — e já faz muito tempo que deixei de ser — não compreendia algumas coisas pregadas pela Igreja. Cresci em uma família muito religiosa. As lembranças que tenho da Semana Santa são na casa de meu avô paterno. Nossa vivência era mais intensa lá, no sítio. Lembro de uma vez em que peguei a vassoura para varrer a casa, e meu avô quase me alcançou para me dar uma bela surra, pois, segundo ele, na Quinta-feira de Trevas não se varria a casa. Outra tradição: […] - [Tempos heroicos](https://joaovicentemachado.com.br/2026/04/tempos-heroicos.html): Por: Emerson Monteiro A braços com o ser que se move no crivo do eterno, levas imensas deles seguram o tempo no espaço, largadas em vão, no entanto que voltam sempre através daquilo o que deixaram no caminho da solidão. Nisto, rever lá dentro as cicatrizes do mistério que sejam as criaturas humanas. E recontar as longas jornadas entre palavras e gastos. Mundo diverso, raiz das indefinições. Transitar a meio das antigas ruínas de tantas histórias, na certeza de prosseguir ao fim e trazer de volta experiências sem conta. São essas as testemunhas desse instinto de sobreviver. Tais sonhos vivos, […] - [Sinal de fartura](https://joaovicentemachado.com.br/2026/04/sinal-de-fartura.html): Por:José Nunes Chovendo no Dia de São José (19 de março) é sinal de fartura no interior. Todos acreditam nisso. No meu Brejo é assim. Quem planta milho nesta data, noite de São João pode preparar a fogueira para assar as espigas maduras ou aprontar as tigelas para cozinhar a canjica. Os trovões que abalaram o céu naquela noite, de acordo com as experiências dos mais velhos, são prenúncios de que o inverno vai ser bom e de muita lavoura. Por sinal, amigos que têm vindo do meu Brejo nestes dias asseguram que a terra está molhada, e os agricultores […] - [O último Presidente da Parahyba(1)](https://joaovicentemachado.com.br/2026/04/o-ultimo-presidente-da-parahyba1.html): Por: Ramalho leite Pelo decreto número 01, de 15 de novembro de 1889, que instituiu a República Federativa do Brasil, as antigas províncias imperiais passaram a se denominar estados. Seus gestores seriam chamados de governadores e nomeados na qualidade de delegados do governo provisório que se estabelecera sob a chefia do marechal Deodoro da Fonseca. A primeira Constituição republicana, de 24 de fevereiro de 1891, mudou a designação dos administradores estaduais para presidentes de estado. Assim, o primeiro governante da Parahyba, o juiz Venâncio Neiva era tratado por governador. Seu sucessor, o major do exército Álvaro Machado seria o nosso […] - [Vendedores sem nada a vender](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/vendedores-sem-nada-a-vender.html): Por:Bodão Ferreira Basta abrir no celular Qualquer rede social Que vai logo aparecer Um vendedor de manual Como melhorar a vida Como mudar a comida Como logo enriquecer Dez passos pra prosperar Dez dicas pra melhorar Sua forma de viver Dez hábitos transformadores Dez receitas mais saudáveis Dez cardio emagrecedores Dez gostos bem mais gostáveis Seja a dieta perfeita A meditação bem feita O jeito melhor de amar Tudo em tela, feito um surto Em forma de vídeo curto Que tudo tem pra ensinar Sem ser especialista Ou estudante da área Têm pra tudo uma lista Uma fórmula ordinária Sem […] - [Do barril ao orçamento: Guerra,combustíveis e a captura financeira do Estado](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/do-barril-ao-orcamento-guerracombustiveis-e-a-captura-financeira-do-estado.html): Por: João Vicente Machado Sobrinho A nossa pretensão no presente escrito é abrir um amplo debate sobre toda essa incerteza econômica que paira sobre todos os países do mundo. Principalmente os países emergentes que anseiam pum multilateralismo econômico que permita  universalizar o seu  desenvolvimento social e econômico. Os Estados Unidos da América do Norte-USAN, em consórcio com o Sionismo de Israel, resolveram redesenhar o mapa Mundi e estender seus tentáculos, aos países emergentes, potencialmente os mais ricos, para subjugá-los aos seus ditames e aos seus interesses econômicos. Assim sendo, em pleno século XXI, resolveram redesenhar o Mapa Mundi através da […] - [O Modismo que empobrece o Português](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/o-modismo-que-empobrece-o-portugues.html): Por: Rui Leitão É realmente impressionante, mas também preocupante, observar no cotidiano como o nosso vocabulário vem sendo substituído por palavras estrangeiras, sobretudo do inglês. A internet, as redes sociais, o mundo corporativo, o marketing, a comunicação midiática e até o entretenimento adotam expressões que rapidamente passam a fazer parte da nossa fala diária. Já não se combina mais uma reunião: agenda-se um meeting. A opinião ou resposta agora é considerada um feedback. O prazo virou deadline. Trabalhar em casa ganhou o nome de home office. São apenas alguns exemplos de um fenômeno que cresce silenciosamente. A língua portuguesa, tão […] - [A casinha construída de barro com muito esmero](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/a-casinha-construida-de-barro-com-muito-esmero.html): Por: Neves Couras Durante o mês de março, dedicado a nós mulheres, acredito ter cumprido meu papel neste espaço que já faz parte da rotina de muitos leitores que conquistamos ao longo desses quatro anos. Agradeço imensamente a Gorette e a João por ter nos oferecido esse espaço tão importante. Escrever em si não é tarefa fácil, mas publicar neste país que ainda precisa valorizar tantos talentos é muito mais difícil. São editoras que não se interessam, são custos astronômicos para publicações independentes e, pior, não temos o hábito da leitura. Nem todos têm a oportunidade que estamos tendo neste […] - [A flor das calçadas](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/a-flor-das-calcadas.html): Por:Mirtzi Lima Ribeiro Entre a calçada e o meio fio de inúmeras ruas na minha cidade de origem, há uma flor silvestre que cresce faceira. Para muitos ela embeleza e proporciona o prazer de vê-la na sua natural exuberância. Enquanto para outros, ela é considerada um problema a ser corrigido com roço constante. Apenas para poucos, ela tem alta serventia no uso medicinal em laboratórios e marcas de medicamentos. Ela possui vários nomes: Turnera subulata, flor das calçadas, chanana ou flor do Guarujá. É polinizada por inúmeros insetos, incluindo as valorosas abelhas. Partes da planta são transportadas por formigas que […] - [Tudo por uma nesga de terra](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/tudo-por-uma-nesga-de-terra.html): Por:José Nunes A luta dos agricultores por uma nesga de terra na Paraíba tem sido marcada pelo sangue, a perseverança e a fé. Em mais de cinco décadas, nas muitas ocasiões, de forma contundente, a Igreja esteve presente, sendo “a voz dos que não tem voz”. A Igreja na Paraíba sempre se destacou na defesa das lutas sociais, na fraternidade e na caridade aos pobres e fragilizados, sobretudo depois do Concílio Vaticano II que passou a olhar com mais atenção as questões sociais. Entre tantos episódios guardados na memória do povo, desde o assassinato do líder camponês João Pedro Teixeira, […] - [O Barão de Araruna existiu (2)](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/o-barao-de-araruna-existiu-2.html): Por: Ramalho Leite Ainda era vivo o Barão de Araruna quando foi realizado o primeiro censo demográfico no país. Em Bananeiras foi constituída uma comissão composta pelo Capitão Antonio da Cruz Marques, Major Felinto Florentino da Rocha, Antonio Bezerra Carneiro da Cunha, Tenente Antonio Candido Taumaturgo de Farias e Cassiano Cícero Carneiro da Cunha. Fiz questão de nomear a comissão pois identifica sobrenomes de várias famílias ainda residentes no município e, alguns desses nomes, batizam ruas da cidade.O resultado da pesquisa censitária só foi apresentado em 1875 e apontou que Bananeiras na ocasião contava com 11.581 habitantes, sendo do sexo […] - [As noites e os sonhos](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/as-noites-e-os-sonhos.html): Por:Emerson Monteiro Eles chegam sem prenúncio, há que se imaginar quais fossem, porém só depois das lembranças desmancharem no ar o pouco que seria dali guardado. De uma impetuosidade tamanha, no entanto prenhes de transes inimagináveis, sobrevivem ao vazio e oferecem narrativas, porém, de ser assim, algo intocado pelos sonhadores, seus fieis e inevitáveis parceiros. Tudo em volta, séculos de tamanhas surpresas que dentro em breve podem virá filmes, histórias e lendas, donde provêm, contudo, resta à Ciência desvendar com clareza. Neles perduram isto de sabor imprevisível, circunstanciais de haver, tipo as composições musicais provenientes dalgum céu de longe e […] - [Brasil, País Continente: Defesa, fronteiras e Soberania Nacional](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/brasil-pais-continente-defesa-fronteiras-e-soberania-nacional.html): “Um território vasto, recursos cobiçados e uma soberania ainda em construção” Por: João Vicente Machado Sobrinho O Brasil é uma das maiores unidades territoriais do planeta terra. A linha perimetral que contorna todo nosso território, tem uma extensão aproximada de 16,8 mil quilômetros de fronteiras terrestres, mais 7,4 mil quilômetros de litoral, ultrapassando aproximadamente os 24 mil quilômetros de perímetro estratégico, distribuídos entre limites fluviais, terrestres e marítimos. É senso comum que, a nossa dimensão territorial nos coloca entre os poucos Estados-continente, ao lado de nações como os Estados Unidos, a China e a Rússia. Entretanto, diferentemente dessas potências, o […] - [O mercado dos direitos](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/o-mercado-dos-direitos.html): Por:Antonio Henrique Couas Há algo curioso na forma como o capitalismo reorganiza certas palavras. Direitos, que deveriam ser garantias universais, passam gradualmente a ser tratados como serviços. A mudança parece pequena, quase apenas de vocabulário, mas ela altera profundamente o sentido dessas coisas. Quando algo é um direito, a sociedade reconhece que todos devem tê-lo. Quando se transforma em serviço, passa a ser algo que se contrata, se paga e se consome. O Brasil é um bom lugar para observar esse processo. A Constituição de 1988 estabeleceu que saúde, educação e segurança são direitos de todos e deveres do Estado. […] - [Deusa ou Mulher?](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/deusa-ou-mulher.html): Por: Neves Couras Desde os primórdios da criação tu já eras deusa Em tuas entranhas tem o mais complexo e mais belo de todos os órgãos Tua criação foi projeto exclusivo do Criador Teu ventre, além de desenvolver um ser, ele alimenta e acolhe Evidente que és diferente, não só pela beleza que em ti vive Também pela alma que ilumina, esclarece e doa De teus seios, como as flores, oferece o mel da vida A vida que gera outras vidas, outras criaturas. OH! Mulher, por que será que insistem em te tirar a vida, Em te magoar, ferir e […] - [Jovialidade a toda prova?](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/jovialidade-a-toda-prova.html): Por: Mirtzi Lima Ribeiro Para onde voltamos a nossa atenção, há apelos para que a jovialidade e juventude na aparência seja perpetuada, que vejamos rostos plastificados, sem rugas, lábios grossos, parecendo inflados. Atualmente temos uma indústria arrojada direcionada ao rejuvenescimento, com divulgação excessiva a promover procedimentos e produtos nessa área, e, um crescente apelo à realização de harmonização facial de diversos tipos. É um mercado milionário, que cresceu no Brasil cerca de 567% entre os anos de 2014 a 2019 e almeja alcançar um faturamento de mais de 41 bilhões de dólares até o ano de 2028, segundo o portal […] - [O voto da barata no inseticida](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/o-voto-da-barata-no-inseticida.html): Por:Rui Leitão A metáfora do “voto da barata no inseticida” ajusta-se bem a práticas políticas que temos vivenciado em anos recentes no Brasil. Todos sabem que, quando o inseticida é acionado, a barata não tem qualquer chance de sobrevivência. Na comparação política, é como se ela própria ajudasse a escolher o produto que a eliminará. No ambiente político contemporâneo, o debate racional vem sendo frequentemente substituído pela emoção, pelo ressentimento e pela desinformação. Esse cenário contribui para que muitos deixem de perceber que determinadas propostas podem atingir diretamente suas próprias condições de vida. Não se trata, contudo, de uma metáfora […] - [O Barão de Araruna existiu(1)](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/o-barao-de-araruna-existiu1.html): Por: Ramalho Leite O Barão de Araruna não é só uma figura de ficção. A personalidade do personagem de Maria Dezonne Fernandes no seu romance de maior sucesso, “Sinhá Moça”, pouco se aproxima do verdadeiro Barão. Há, porém, algumas coincidências: a atividade política do Barão da literatura, do cinema e da televisão desenvolveu-se na cidade de Araras, topônimo que muito se aproxima de Araruna. A atividade econômica desenvolvida pelo trabalho escravo, a serviço do nobre da novela, era o café, mesmo ramo de negócio do verdadeiro Barão. O violento Barão da ficção, useiro e vezeiro no uso do tronco como […] - [Uma Presidenta para o século XXI: Claudia Sheinbaum e a dignidade do México](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/uma-presidenta-para-o-seculo-xxi-claudia-sheinbaum-e-a-dignidade-do-mexico.html): Por: João Vicente Machado Sobrinho No transcorrer do mês consagrado às mulheres, celebrado internacionalmente no dia 8 de março, o mundo é convidado não apenas a prestar uma homenagem a todas as mulheres, como também a distingui-las pelo desempenho na ação pública, pela capacidade, pela coragem, pelo estoicismo que chamam de resiliência e pela liderança de quantas  ajudaram a redefinir os rumos da humanidade. Entre todas as mulheres do planeta que são celebradas em 8 de março, sejam elas: pretas, amarelas, brancas, ricas ou pobres, destacamos algumas delas, que podem ser classificadas fenomenais, como é o caso da presidenta do […] - [Vozes que mudam](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/vozes-que-mudam.html): Por: Antônio Henrique Couras A esquizofrenia costuma ocupar um lugar quase mítico no imaginário ocidental. Quando pensamos nela, imaginamos vozes ameaçadoras, perseguições invisíveis, conspirações que se desenrolam dentro da mente. É uma imagem sombria, repetida por décadas em manuais de psiquiatria, no cinema e na literatura. A doença aparece como uma espécie de ruptura radical com a realidade, um território dominado pelo medo e pela hostilidade. Mas uma linha de pesquisa conduzida pela antropóloga psicológica Tanya Luhrmann levanta uma possibilidade desconcertante: talvez essa experiência não seja universal. Talvez aquilo que imaginamos como o rosto típico da esquizofrenia seja, em parte, […] - [A gravidez indesejada](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/a-gravidez-indesejada.html): Por: Neves Couras Todas as vezes que abordamos temas relacionados à sexualidade, principalmente de adolescentes, surgem opiniões das mais diversas áreas. Hoje, após inúmeras palestras e rodas de conversa a respeito do tema, sinto a necessidade urgente de retomá-lo. A gravidez na adolescência é uma questão de saúde pública, com impactos físicos, psicológicos e sociais, que não envolve apenas a menina que se torna mãe, mas também o bebê. O tema é motivo de preocupação, inclusive para a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). A gravidez na adolescência acarreta para a criança e para a jovem impactos que vão desde o […] - [Minha bolha diária](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/minha-bolha-diaria.html): Por:Mirtzi Lima Ribeiro Diariamente, se eu somar o tempo de ir e vir do trabalho para casa, sem considerar nenhum outro trajeto, eu disponho em média de cerca de quarenta a sessenta minutos guiando um veículo, a depender do fluxo dos veículos. Eu faço esse caminho há décadas e isso se tornou um momento de mergulho na minha bolha imaginária. Isso é maravilhoso porque observo os detalhes de tudo, enquanto escuto minhas músicas preferidas e capto o mundo. O ritmo musical ajuda fortemente a exercitar a percepção. Enquanto estou ao volante, embora a performance fique no piloto automático e eu […] - [Datas emblemáticas](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/datas-emblematicas.html): Por:José Nunes Recebo com incontida emoção, um questionário de um aluno conterrâneo, desejoso para saber da minha iniciação literária, quando publiquei a primeira crônica e o primeiro livro. As perguntas sobre duas datas emblemáticas me fizeram recordar momentos ao olhar meu nome impresso em jornal e na capa do livro. Vendo a obra publicada, a alegria foi semelhante quando nasciam meus filhos. Todo escritor sente prazer de ter seu livro exposto nas livrarias, voando para lugares distantes. Recordei isso durante uma aula sobre o mundo poético de Augusto dos Anjos, quando o professor Milton Marques Júnior revelou que o texto […] - [Animais do Paraíso](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/animais-do-paraiso.html): Por: Emerson Monteiro Garças, muitas garças, rinocerontes, cochonilhas, avoantes, sequência interminável de seres os mais diversos, transcritos em códigos, no princípio, depois feitos de peles, penas, carne, osso, medulas, que tudo o que a natureza de então orientava. E entre eles, afeitos a longos percursos no lombo uns dos outros, o bicho dos humanos. À época quase nem existiam as tais reuniões periódicas de tribos e clãs, logo adiante feitas de costume, a decidir a sorte dos outros e a sua, também. Passados o que restou, hoje traduzem a valer o instinto guardado lá de antes, aprendido nas horas dos […] - [Quando a eleição invade o sigilo bancário](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/quando-a-eleicao-invade-o-sigilo-bancario.html): Por: Rui Leitao A quebra de sigilo bancário é um instrumento legítimo quando utilizado pela Justiça para investigar eventuais irregularidades. O problema surge quando informações dessa natureza são vazadas e transformadas em munição política, especialmente em períodos eleitorais. É o que parece ocorrer agora com a divulgação de dados bancários de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A notícia que circula afirma que ele teria movimentado cerca de dezenove milhões de reais nos últimos quatro anos. A forma como esse número foi apresentado, porém, induz a interpretações equivocadas. A quebra […] - [Água e civilização: Planeta em estresse Hídrico](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/agua-e-civilizacao-planeta-em-estresse-hidrico.html): Por: João Vicente Machado Sobrinho A água sempre foi símbolo de vida, fertilidade e permanência. Das primeiras civilizações da Mesopotâmia às margens do Nilo, às metrópoles contemporâneas dependentes de complexos sistemas de abastecimento de água, a história humana sempre foi vinculada à disponibilidade hídrica. Observemos que os grandes aglomerados urbanos instalados ao longo dos séculos, sempre tiveram a cautela de se assentarem próximos de fontes, de reservatórios e de cursos de água. No entanto, o século XXI inaugura um paradoxo inquietante: nunca tivemos tanto avanço tecnológico e, ao mesmo tempo nunca estivemos tão próximos de uma crise estrutural de água […] - [Fotógrafos na savana](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/fotografos-na-savana.html): Por: Antônio Henrique Couras Há uma cena que se repete aos domingos pela manhã. Você caminha por uma das rotas mais movimentadas de ciclistas e corredores e lá estão eles. Não apenas os atletas, mas também os fotógrafos, postados em esquinas estratégicas, ajoelhados atrás de lentes longas, esperando o momento exato em que o suor brilha na testa, o músculo contrai e o tênis parece flutuar. A vida selvagem urbana em plena atividade. É quase uma savana, com a diferença de que aqui os leões usam relógio inteligente. Vivemos um tempo em que saúde deixou de ser apenas condição e […] - [Homens, essa luta também é de vocês](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/homens-essa-luta-tambem-e-de-voces.html): Um chamado à consciência e à responsabilidade coletiva diante da violência que ainda ameaça a vida e a dignidade das mulheres. Por: Neves Couras Confesso que esse tema causa em mim uma espécie de necessidade, seja por ser mulher, seja por ser mãe, irmã e amiga. Além do mais, sou completamente contra a morte causada por qualquer razão que não seja a natural, ou por doenças que venham levar o paciente a sua finitude. Não dá para aceitar que em pleno século vinte um as mulheres estejam sendo violentadas e mortas por serem mulheres. Simples assim. Se vocês homens, não […] - [O mundo feminino nos últimos séculos](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/o-mundo-feminino-nos-ultimos-seculos.html): “Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que se manter vigilante durante toda a sua vida.” Simone de Beauvoir (1908/1986 – França) Escritora, intelectual, filósofa existencialista.Ativista política, feminista e teórica social francesa. Por:Mirtzi Lima Ribeiro Em muitas sociedades do mundo antigo ao contemporâneo, o sistema sócio-político do patriarcado alça os homens ao ápice do poder em todos os âmbitos, do seio familiar às altas posições em governos e instituições. Nesse sistema o papel do gênero feminino ficou relegado e subjugado durante […] - [As flores de Margarida](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/as-flores-de-margarida.html): Por:José Nunes Quando o sangue de Margarida Maria Alves embebeu as terras de Alagoa Grande, umedeceu todos os canaviais da Paraíba. Seu martírio transformou-se em um grito que, quatro décadas depois, continua ecoando pelos córregos e chãs cobertas de cana, fazendo brotar novas margaridas em cada pé de serra. Recordo o dia em que a líder camponesa teve seu rosto estraçalhado pelo chumbo disparado por uma mão treinada. Era uma tarde do triste agosto de 1983. Acabava de chegar à redação de A União, como fazia diariamente, quando correu a notícia fatídica, que logo causou alvoroço e perplexidade. O sangue […] - [Essa questão de quórum..](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/essa-questao-de-quorum.html): Por: Ramalho Leite A todo início de sessão legislativa os jornais publicam a ameaça de corte nos subsídios dos parlamentares, dos dias correspondentes às suas faltas. Mudam os presidentes, mudam os perfis dos integrantes da Casa, seja ela municipal, estadual ou federal, e permanece o mesmo questionamento. O experiente Waldir dos Santos Lima, que há muito nos deixou, costumava dizer em tom de ironia: democracia é um regime caro, só tem quem pode! Na verdade a sua reflexão nos leva a outra, mais ampla e discutível nesses dias turbulentos de desprestígio dos políticos: fechem as casas legislativas, lacrem as tribunas […] - [Instantâneos](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/instantaneos.html): Por: Emerson Monteiro De longe, lá de dentro das distâncias, regressam recordações trazidas dalgum modo através de músicas, pessoas, pensamentos. Chegam assim ao seu jeito, vezes, fortes; doutras, só vislumbres que se dispersam com facilidade. Dali, chegam os ídolos daqueles reinados que antes foram. Eles, que sumiram nas quebradas do Tempo e retornam meio desconfiados, já agora noutras fases, noutras aventuras, a saber viventes doutros planos. Mas invadem com força os largos dos sentimentos e mexem a valer naquelas ocasiões escondidas nalgum lugar das consciências. São poetas, romancistas, cronistas, compositores, autores vários das recônditas lembranças ali entranhadas na memória, que […] - [Concentração de Renda: Riqueza para poucos, custo para todos](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/concentracao-de-renda-riqueza-para-poucos-custo-para-todos.html): Quando a riqueza se ergue como pirâmide e a base sustenta o peso do mundo Por: João Vicente Machado Sobrinho A concentração de renda, uma das práticas mais acintosas do liberalismo capitalista, não é apenas um fenômeno econômico: é uma engrenagem estrutural que molda a política, que redefine a democracia, que corrói e lesa o tecido social. Quando a riqueza se acumula em mãos de poucos, o custo dessa acumulação não é individual — é coletivo. Pagam-se com: diversos serviços públicos precarizados, mobilidade social reduzida, violência crescente e  instituições capturadas. Os poucos beneficiários já não conseguem mais  escamotear o esbanjamento […] - [Há alguns anos plantei roseiras](https://joaovicentemachado.com.br/2026/03/ha-alguns-anos-plantei-roseiras.html): Por: Antônio Henrique Couras Eu já tinha tido um pequeno canteiro no jardim. Cultivava ali rosas lindas. Eu amava calçar minhas luvas e ir podar as flores velhas. Era um ritual quase silencioso. Cortar o que já tinha cumprido seu ciclo para dar espaço ao novo. Voltava para dentro de casa perfumado, como se tivesse mergulhado o rosto dentro de uma memória boa. Até que arrancaram tudo. Era preciso consertar uma infiltração na parede. A parede venceu. As roseiras perderam. A ignorância, que sempre chega cheia de razões técnicas, levou minhas flores embora. E eu fiquei com o cheiro delas […] - [Os netos e os livros](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/os-netos-e-os-livros.html): Por:José Nunes Trago muitas lembranças do lugar onde nasci, algumas boas e outras nem tanto. Se a terra dava comida e agasalho, a cultura esbarrava na dificuldade do acesso ao livro. As primeiras letras aprendemos em puxadinho parede-meia à casa de nossa avó, com bancos da tábua rústica ao redor da grande mesa. A Cartilha do ABC era o barco para aprendermos a navegar. O livro como produto do saber chegou mais tarde, no Grupo Escolar, em Serraria. Dessa época lembro do texto de Câmara Cascudo sobre o mito clássico grego, “O Tonel das Danaides”. A leitura de ouvido, aprendendo […] - [A infeliz história de amor de um casal paraibano e a origem de uma fruta deliciosa](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/a-infeliz-historia-de-amor-de-um-casal-paraibano-e-a-origem-de-uma-fruta-deliciosa.html): Por: Flavio Brito O relato está registrado em obras de dois respeitados escritores. Pereira da Costa o incluiu em um dos volumes dos seus Anais Pernambucanos e Luís da Câmara Cascudo no livro Lendas Brasileiras. Como sempre ocorre no caso de narrativas lendárias, a origem da história é incerta e desconhecida. Ambientada na primeira metade do século 17, no período das invasões holandesas nas antigas Capitanias de Pernambuco e da Paraíba, a desventura amorosa do casal paraibano passou a ser contada, com algumas variações, em vários pontos do país, a ponto de, dois séculos depois do que teria acontecido, o […] - [Clássicos que abordam o amor](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/classicos-que-abordam-o-amor.html): Por:Mirtzi Lima Ribeiro Histórias, livros, peças e filmes de amores impossíveis e que se fizeram possíveis, que são profundos e inspiradores, chegam a rasgar corações e triturar emoções. Eles são dramas épicos de amor, de paixão e de ódio. Nessas histórias, como se chocam as vontades? Quais são as comoções? O que desperta o amor entre os pares? E quais são os seus entraves? Impedimentos de família, de classe social, de cunho cultural, de nacionalidade, de distâncias territoriais, de preconceitos, que se apresentam de várias maneiras. Dilemas e barreiras a serem transpostas, exigindo coragem, astúcia, articulação, despojamento, que seriam capazes […] - [A Força Democrática do "Nós"](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/a-forca-democratica-do-nos.html): Por: Rui Leitão O poder não reside na expressão do “ego”, mas na força do “nós”. O poder individual, quando absolutizado, degenera em tirania; o poder do “nós” se materializa na democracia, na participação e na soberania popular. Quando decidimos que “ninguém solta a mão de ninguém”, rompemos com a lógica do medo e da submissão, tornando-nos capazes de enfrentar os delírios autoritários e as pretensões messiânicas daqueles que se julgam donos do destino coletivo. É na solidariedade ativa que se abatem os autocratas, não na complacência silenciosa. Quando muitos estão juntos, não há espaço para a desesperança, nem para […] - [O Carnaval que não houve](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/o-carnaval-que-nao-houve.html): Por:Ramalho Leite Naquele ano bissexto de 1962 o carnaval decorria sem quaisquer incidentes. Tanto o Bananeiras Clube como o Grêmio Morenense realizavam os seus bailes tradicionais.O carnaval de rua, sem excessos, era dominado por blocos de crianças e adolescentes. Em Solânea, uma camioneta acompanhava um bloco infantil. Seus ocupantes se descuidaram e o veículo avançou sobre os pequenos foliões, matando três e ferindo dezenas. O carnaval foi encerrado antes do tempo nas duas cidades enlutadas por tão nefasto acontecimento. Essa tragédia decidiu a minha vida. A quarta feira de cinzas foi antecipada e na terça-feira de um carnaval que não […] - [Represetação sem Representatividade](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/represetacao-sem-representatividade.html): Por:João Vicente Machado O desalento e o descrédito na política partidária vêm se tornando um perigoso equívoco, que tem ganhado corpo, principalmente no seio da classe mais pobre. Ela, que em grande parte tem sido vítima da dominação ideológica, religiosa e econômica, é justamente o extrato social mais fragilizado e relegado entre os demais. Esse desatino, alimenta uma justificativa antiga, movida a fatalidade, que induz à chegada do fim da história, que astuciosamente é considerada uma “obra sagrada do destino.” Não obstante os indícios aparentarem uma causa irreversível vendida como desígnio da providencia, a nós, os excluídos, só resta acatar […] - [O Terceiro Gênero](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/o-terceiro-genero.html): Por: Antônio Couras Muito antes de o debate sobre identidade de gênero ocupar tribunais, parlamentos e redes sociais, várias sociedades ao redor do mundo já reconheciam que a experiência humana não cabia perfeitamente na divisão homem–mulher. A ideia de que só existem duas possibilidades fixas e universais é, em grande parte, fruto de um modelo europeu moderno que acabou sendo exportado para o resto do planeta através da colonização, da religião e do direito. Quando olhamos para outras culturas, percebemos que a realidade sempre foi mais diversa. No sul do México, especialmente no estado de Oaxaca, entre o povo zapoteca […] - [Carnaval: vazio e fé](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/carnaval-vazio-e-fe.html): Por:Neves Couras Acabou o Carnaval. A festa mais popular de nosso Brasil, atrai milhões de foliões, nacionais e estrangeiros, para a avenida. Fico me perguntando se tanta alegria vivida nesses quatro dias de festa é uma espécie de “demanda reprimida” como nós economistas chamamos esse desbunde que as pessoas levam um ano inteiro para viver. Tantas fantasias seriam usadas para mostrar quem verdadeiramente se é? Seria o carnaval essa oportunidade de preencher de alegria o grande vazio que sente o homem na atualidade? Se existe tanta alegria em um período determinado, por que por outro lado, no dia a dia […] - [Qualquer quando](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/qualquer-quando.html): Por:Emerson Monteiro Sair de, ou entrar em cena, que diferença faria perante o furor das eternidades e dos momentos em profusão. Hábitos que sobrevivem a isso, numa perfeição por demais, desde sempre tornada clara, no entanto. Olhares em volta e percorrer as cenas insistentes de fazer de conta e sumir logo ali, sobre as folhas secas dos outonos. Postais de quantas vezes, ilhas de solares imensos largados ao relento dessas antigas memórias. Deixam, portanto, leves lembranças daquilo antes feito de imagens soltas pelo correr dos próprios pés. Sequências desacabadas de tudo quanto existiu. Nascem dali rios imenso que somem estradas […] - [Padre e Diácono](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/padre-e-diacono.html): Por:José Nunes Meditando sobre a passagem dos Evangelhos, que fala do envio dos discípulos por Jesus para a missão, em dupla, fiquei a imaginar essa unidade de missionários, nos tempos atuais, entre padre e diácono. Cada um com seu carisma, pois padres e diáconos têm funções distintas, sendo unidos pelos mesmos objetivos de servir à comunidade, no seguimento a Jesus. Servindo na mesma paróquia desde a ordenação diaconal no ano de 2010, diversas vezes escutei referências de fiéis sobre o nosso trabalho pastoral, junto com o padre, a quem somos profundamente gratos pelas orações. Os fiéis observam o padre e […] - [Uma questão de ressonância](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/uma-questao-de-ressonancia.html): Por:Mirtzi Lima Ribeiro Um sensitivo é alguém privilegiado por sua capacidade de percepção aguçada. Possuidores desse talento nato podem aprimorar a potencialidade e a clareza dessa habilidade com disciplina, esforço consciente e treinamento. Entretanto, nesse processo de aperfeiçoamento, é preponderante que simultaneamente seja desenvolvido e fortalecido o campo emocional, de modo que a pessoa não se fragilize com o que é percebido e sentido nos ambientes por onde transita. Afinal, uma fração considerável de gente que anda por aí, não prima por burilar seu caráter, suas intenções e suas densas energias, carregando consigo muita obscuridade. Esse quadro bate fortemente em […] - [De Lagoa de Dentro à Sorbonne](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/de-lagoa-de-dentro-a-sorbonne.html): Por:Ramalho Leite; Quando o menino Carlinhos conseguiu trocar um “cavalo de pau” por um velocípede, desapegando-se de um presente de Papai Noel, revelava sua vocação e indicava um futuro voltado para a economia e a conivência com assuntos financeiros. Começou menor-aprendiz no Banco do Brasil e desse passo inicial, foi sendo forjada a liderança que se alicerçara na escola de primeiro grau e crescera através do exemplo seguido e absorvido nos diversos postos por onde passou, até ser reconhecido um nome nacional que atende pelo nome de batismo na Igreja de São Sebastião da Paróquia de Lagoa de Dentro, pequena […] - [A guerra que definiu qual capitalismo venceria](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/a-guerra-que-decidiu-o-futuro-dos-estados-unidos.html): Industrialização, escravidão e dependência na formação econômica dos Estados Unidos Por:João Vicente Machado Sobrinho A história econômica do Ocidente costuma apresentar e enaltecer o desenvolvimento dos Estados Unidos da América do Norte-(USAN), como se fosse um paradigma ideal e também como se a riqueza daquele país fosse fruto natural do espirito de empreendedorismo do seu povo, ou da liberdade e do “destino manifesto”. Longe disso, toda essa narrativa fantasiosa, oculta um dado central de origem: a Inglaterra tentou submeter as Treze Colônias iniciais ao mesmíssimo modelo agrário-dependente imposto à América Latina. O diferencial não esteve na má intenção da metrópole […] - [O discurso de ódio armamentista tem matado as mulheres do Brasil](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/o-discurso-de-odio-armamentista-tem-matado-as-mulheres-do-brasil.html): Por:Bodão Ferreira; Desde o ano de 2018 Uma campanha nefasta à presidência Se adotou um culto à violência Deixando o fascismo mais afoito O voto e as armas fizeram um coito Facilitando esse acesso hostil Se aumentou bala, a paz diminuiu E a mulher é a maior vítima dessa lista O discurso de ódio armamentista Tem matado as mulheres do Brasil Quem dizia sem cidadão de bem Tem mostrado vigor só pra matar Se esposa quiser se separar Não consegue viver com mais ninguém Se ficar em casa vira refém De violência e ameaça, é doentio Nos últimos anos a […] - [Os sentimentos como gatilho para enfermidade – LÚPUS](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/os-sentimentos-como-gatilho-para-enfermidade-lupus.html): Por: Neves Couras; Durante o mês de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove a prevenção ao Lúpus. Como publiquei no livro “Do Corpo à Alma – Ensaios sobre Espiritualidade e Sentimentos”, abordei a importância do equilíbrio emocional e como sentimentos que, por vezes, se não conseguimos “dominar” podem se tornar gatilhos para algumas enfermidades. Não falei do lúpus porque, no momento em que escrevi o livro, estava passando por muitas dificuldades de saúde, exatamente causadas por essa doença. Não consegui manter o equilíbrio dos sentimentos, e falar desse problema iria me ferir ainda mais. Eu estava cuidando do meu […] - [Enquanto a noite não chega](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/enquanto-a-noite-nao-chega.html): Por: José Nunes; No entardecer de nossa vida voltamos o olhar ao passado buscando lenitivo, porque agora é tempo das lembranças esperando o apagar das estrelas na longa noite que, desejamos, demore até o limite da bondade de Deus. Pois nesta tarde, no embalo das lembranças, voltei à Serraria onde, molecote, corria aos partidos de cana do engenho Taquio para chupar cana caiana, ou quando debandava para catar cachos de banana madura. Bom mesmo eram os banhos no açude de tio Pedro Mendes ou na cacimba existente entre o capim-elefante, cercada com palha de coco-catolé. Uma aragem sadia se espalhava […] - [A geração dos anos 60](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/a-geracao-dos-anos-60.html): Por: Mirtzi Lima Ribeiro; Eu venho de uma geração que passou por várias transformações, inclusive a mudança de século e a de milênio ao mesmo tempo. Oficialmente o terceiro milênio e o século XXI foram iniciados simultaneamente em 1º de janeiro de 2001. Já inauguramos o ano calendário de 2026, o que significa que já percorremos os primeiros 25 anos do Século XXI, ou seja, um quarto de século! Em nosso país, a minha geração viu a transformação de regime de Estado e a tecedura da Constituição de 88, acompanhamos avanços estonteantes na área tecnológica e nas ciências em geral, […] - [A Figura Enigmática do Major João Carlos Augusto](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/a-figura-enigmatica-do-major-joao-carlos-augusto.html): Por: Cristina Couto; Eu sou o seu décimo sexto pai. Sou primogênito do teu avô, primeiro curandeiro. (Zé Ramalho). Na história o tempo é o elemento mais decisivo. Ele fornece a estrutura fundamental que nos permite organizar, analisar e compreender os eventos passados que foram acontecendo dentro de um processo continuo de fatos, trazendo mudanças nas estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, outras vezes, rupturas de antigos padrões e instaurações de novos modelos vigentes da época do ocorrido. A falta de registros, documentos e da oralidade que muitas vezes se perdem com o tempo deixam sempre uma lacuna e muitas […] - [O princípio dos opostos](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/o-principio-dos-opostos.html): Por: Emersom Monteiro; Nem de longe haver-se-ia de avistar qual seja um sem o outro, dois complementos inevitáveis, tanto do Mal quanto do Bem, vez trazerem ambos em si a própria sombra. Nesta, a base do quanto existe, porquanto existir a isto significa. Contudo, tais divisores desse duplo conhecer, dois universos, bem ali o Ser persiste. Essa paz que vem de dentro, na linguagem das criaturas, seres outros que buscam definir a compreensão e reconhecer o trilho donde anote viver sem consequências e interpretar essa linguagem. Até nem carecer julgar, demanda o mistério das vidas. A isto, tantas histórias individuais […] - [El Niño Não Governa: A Crise Hídrica no Semiárido e o Fracasso na Gestão da Água](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/el-nino-nao-governa-a-crise-hidrica-no-semiarido-e-o-fracasso-da-gestao-das-aguas.html): Por: João Vicente Machado Sobrinho; A recorrência de alertas climáticos sobre mais uma chegada do El Niño, reacende, no Nordeste brasileiro, um velho e conveniente discurso: a seca como uma fatalidade natural. A cada novo ciclo climático, ressurge a velha e surrada narrativa da escassez inevitável, como se o sofrimento social fosse consequência direta e exclusiva dos caprichos da natureza. No entanto, essa explicação já não se sustenta — sobretudo no Nordeste setentrional e no semiárido — onde a realidade hídrica foi estruturalmente alterada, pelo Programa de Integração do Rio São Francisco-(PISF), que veio para assegurar garantia hídrica aos quatro […] - [Destino Manifesto: A Doença Americana](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/destino-manifesto-a-doenca-americana.html): Por: Antônio Henrique Couras; Quem acompanha as notícias dos Estados Unidos mesmo que só de relance, daquele jeito “en passant”, provavelmente percebeu que algo mudou de tom nos últimos meses. Não é apenas polarização política, nem apenas eleições, nem apenas protestos. O país parece ter entrado numa fase de tensão constante em que imigração virou assunto de guerra, fronteira virou campo de batalha simbólico e agentes federais voltaram a aparecer como protagonistas de uma narrativa quase cinematográfica. O nome que surge nesse contexto é um que muita gente fora dos EUA ouve sem entender direito o que significa: ICE. O […] - [O amor que se torna pesadelo](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/o-amor-que-se-torna-pesadelo.html): Por: Neves Couras; O sonho de casar-se com o amor da sua vida, amparado pela beleza, pela educação e pela tradição familiar, muitas vezes também desmorona. Durante muito tempo, estávamos acostumados a ver nos noticiários e nas redes sociais casos de feminicídio e violência contra a mulher associados, principalmente, às camadas mais vulneráveis da sociedade, onde faltam oportunidades, segurança e acesso à informação. Porém, a verdade é que esse problema sempre existiu em todas as classes sociais, inclusive entre as mais abastadas. A diferença é que, nesses ambientes, a violência era frequentemente abafada para manter as aparências, impedindo que muitos […] - [Lembrando Valdir dos Santos Lima](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/lembrando-valdir-dos-santos-lima.html): Por: Ramalho Leite; Nascido no dia de São Sebastião, eu costumava brincar com ele: se fosse filho dos moradores do Engenho Avenca, seu nome seria Bastião. Mas Valdir Lira dos Santos Lima nasceu na Casa Grande e seu destino seria a altura. Sua vida pública começou nos anos 1960 com Pedro Gondim lhe abrindo as portas do Palácio e o introduzindo na política. Daí para frente, ele passou a abrir as portas do poder para os outros e conseguiu se manter por muitos anos na cúpula governamental. Aclamado com respeito, de Pedro Gondim a Ronaldo Cunha Lima, sua presença foi […] - [Cartão de Natal](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/cartao-de-natal.html): Por:José Nunes; No Natal que passou não enviei cartão de boas-festas para ninguém. Como o tempo mudou ou mudamos nós. A troca de felicitações natalinas nesse período era um momento esperado pelas pessoas mais próximas, nossos familiares. Era a ocasião de reencontrar amigos, familiares e de lembrar alguém distante, renovar os augúrios de paz a partir das festas celebradas. Não lembro de quando recebi o último cartão de Natal. Não faz tanto tempo. Ou faz tempo? Tem um cartão recebido em dezembro de 1981 que não esqueço. Daí em diante, no Natal sempre estivemos juntos. Já éramos três no primeiro […] - [Desconfiança x Integridade de Alma](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/desconfianca-x-integridade-de-alma.html): Por: Mirtzi Lima Ribeiro; Estamos em um momento da sociedade onde existe um abismo quanto a confiar na integridade do outro, e se desconfia de tudo por causa de uma parcela de indivíduos que agem sem escrúpulos, se aproveitando da utilidade de outros ou mesmo agindo com maquinações e joguinhos para se sair bem ou aparentar algo que não existe. A minha geração lembra muito bem de uma propaganda veiculada em 1976 por uma companhia de cigarros, que protagonizou uma tal “Lei do Gérson”, cujo jargão era: “Gosto de levar vantagem em tudo, certo?”. A ideia por trás dela buscar […] - [Uma realidade imaginária](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/uma-realidade-imaginaria.html): Por:Emerson Monteiro; Cada um que tenha a sua realidade. Cercados doutros seres, objetos e circunstâncias, criam em demasia previsões e plantam flores. Superpõem motivos e neles montam quais beduínos nesse deserto de fantasias constantes. Vagam. Suspiram. Viajam pelo mar sem fim das próprias dúvidas. Daí refazem noutras cores o que lhes resta e avaliam cumprir determinações desses outros territórios imensos das horas. A grosso modo, não vivem, encenam que vivem. Bom, disto já se sabe a valer, conquanto parceiros, e assistem as mesmas montagens deles nascidas e projetadas nas telas de um suposto infinito. Além de que, nem sempre satisfeitos […] - [Acordos, Poder e Assimetria](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/acordos-poder-e-assimetria.html): Por: João Vicente Machado Sobrinho; O acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia, cuja negociação se arrastou por mais de 25 anos, apesar de muito importante para a multipolaridade, não pode ser compreendido fora de um contexto histórico, marcado pela assimetria estrutural entre o centro e a periferia. Desde o período colonial, a Europa construiu sua riqueza a partir da exploração sistemática das colônias da América Latina e da África, estruturando uma divisão internacional do trabalho que relegou essas regiões ao papel de exportadoras de bens primários, commodities e importadoras de manufaturas e tecnologia. O processo de desenvolvimento […] - [A homofobia como polícia do gênero](https://joaovicentemachado.com.br/2026/02/a-homofobia-como-policia-do-genero.html): Por: Antônio Henrique Couras; Quase todo mundo já ouviu, em algum momento da vida, frases como: “fala que nem homem”, “engole o choro”, “senta que nem moça”, “fecha as pernas”, “isso não é coisa de menino”. Essas frases costumam ser ditas como correção, conselho ou até cuidado. Mas elas não descrevem quem alguém é. Elas dizem quem essa pessoa deve parecer ser. É assim que aprendemos, desde cedo, os chamados papéis de gênero. Papéis de gênero são exatamente isso: papéis. Roteiros sociais que nos ensinam como homens e mulheres devem se comportar, sentir, amar, trabalhar, falar e até ocupar espaço […] - [A Esperança que nos move](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/a-esperanca-que-nos-move.html): Por: Neves Couras; É uma segunda-feira de dezembro, aparentemente como qualquer outra. O dia 20 marca o início de uma nova etapa para nossa família: cinco pessoas — nossa mãe e nós, os quatro filhos. A mais velha tem onze anos, o mais novo, sete. Estamos deixando o sertão paraibano para buscar o sonho de uma vida melhor na Capital Federal. Nosso pai já nos espera lá. Ele partiu antes, dizendo que garantiria um emprego para depois levar a família. A viagem de ida já traz seus desafios. Passamos cinco longos dias enfrentando lamaçais e estradas apenas aplainadas. Faz frio, […] - [Relato de uma leitora de "A farra do meu cadáver"](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/relato-de-uma-leitora-de-a-farra-do-meu-cadaver.html): Por:Mirtzi Lima Ribeiro; Eu já havia lido matérias na web sobre a performance e os prêmios literários auferidos pelo escritor e dramaturgo Tarcísio Pereira, membro da APL – Academia Paraibana de Letras, mas não havia lido nenhuma de suas obras publicadas. Entretanto, em evento recente na APL, pude adquirir duas de suas obras, uma lançada em 2023 e outra em 2025, obtendo o seu autógrafo. Um dos livros foi A Farra do meu Cadáver (Editora Penalux, 2023). Esse livro retrata a peregrinação do esquife de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, então presidente da Parahyba do Norte, assassinato em 26 de […] - [Depois de Zabelê](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/depois-de-zabele.html): Por:José Nunes; De Zabelê, cidadezinha tostada no tempo da seca, localizada num recanto da Paraíba, apinhada de encantos e talentos, a cantora do Sertão Sandra Belê saiu para conquistar paisagens. Esperei mais de uma década para assistir ao show desta intérprete de sonhos do Sertão luminoso. Ela canta o lugar onde, ao final do dia, homens recolhem-se ao avarandado de casa para sentir a frescura da tarde, quando o canto dos pássaros se confunde com voz da própria natureza, misturando-se ao badalar de chocalhos das cabras no retorno ao aprisco. Recordei quando Sônia Germano a ouviu cantar numa noite em […] - [Uma peregrinação digital](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/uma-peregrinacao-digital.html): Por: Rui Leitão; A BR-040 foi ocupada por dezenas de peregrinos em direção a Brasília sob a batuta do deputado Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais. O que se apresenta como manifestação popular nada mais é do que uma encenação cuidadosamente coreografada, à qual se somaram outros parlamentares da extrema direita brasileira. O objetivo é transparente: produzir imagens, gerar engajamento digital e alimentar a bolha ideológica que sustenta politicamente esses personagens. O suposto protesto se constrói contra o que chamam de “arbitrariedades”, entre elas a condenação por tentativa de golpe de Estado e a prisão do líder maior do […] - [O cientista Isaac Newton e a Paraíba](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/o-cientista-isaac-newton-e-a-paraiba.html): Por: Flavio Ramalho Brito; Quando se pensa em nomes de grandes cientistas, dois deles são imediatamente lembrados: Isaac Newton e Albert Einstein. Embora tenham vivido com dois séculos de diferença, a contribuição que eles deram para o nosso conhecimento sobre o Universo foi inestimável. Einstein fez questão de ressaltar em uma reedição de uma obra do cientista inglês que para “Isaac Newton a natureza não tinha segredos”. O historiador norte-americano Daniel J. Boorstin, em um dos seus livros que trata dos grandes descobridores do Universo, escreveu sobre Newton: “O primeiro herói popular da ciência moderna foi Isaac Newton. Antes dele, […] - [Entre Tratados e Canhões a Geopolítica do Medo e a Ilusão do Desarmamento](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/entre-tratados-e-canhoes-a-geopolitica-do-medo-e-a-ilusao-do-desarmamento.html): Por: João Vicente Machado Sobrinho; Na época contemporânea o mundo vem atravessando um período angustiante, marcado por uma onda de ansiedade indistinta, por uma insegurança permanente e por uma sensação coletiva de instabilidade. A promessa vã de “ordem internacional baseada em regras”, forjada no período pós-Guerra Fria, tem se revelado cada vez mais frágil diante da força bruta usada de forma recorrente, como instrumento central de política externa. Nesse contexto, os Estados Unidos com os mesmos métodos dos impérios pretéritos, assumem o protagonismo, não apenas como a potência hegemônica que é, mas como agente ativo da desestabilização global. Para tanto […] - [Prefiro o bailado de beija-flores](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/prefiro-o-bailado-de-beija-flores.html): Por: Mirtzi Lima Ribeiro; O meu enfoque nunca será a pompa ou a ostentação do que quer que seja. Nasci tranquila, porém insurreta, alheia ao ortodoxo, ao pedantismo, aos caminhos já trilhados, mesmo sabendo que eu não preciso inventar a roda. Também não quero ser como aqueles que anseiam copiar Narciso à beira do lago em autoadmiração. Não, isso está fora de cogitação. Custei a me aceitar de corpo e alma porque desde a infância me comparavam com outras crianças. Mas, a partir da minha autoaceitação, não precisei mais me autoafirmar. Então, existe uma diferença colossal entre vaidade e aceitação […] - [Quem Foi Santos Estanislau](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/quem-foi-santos-estanislau.html): Por: Ramalho Leite; O bananeirense Santos Estanislau Pessoa de Vasconcelos, nasceu no dia 13 de março de 1860. Além de patrono do Fórum da Comarca de Bananeiras é também patrono da Cadeira 30 da Academia Paraibana de Letras e denomina a principal avenida do Bairro de Oitizeiro, nesta Capital. Seus primeiros estudos ocorreram na cidade natal e, foi dos poucos da sua época, que se destinaram aos colégios do Recife, sem passar pelo Liceu Paraibano. É da turma de 1879 da Faculdade de Direito do Recife. Casou em primeiras núpcias com Maria Brandina da Câmara Bezerra com quem partiu para […] - [Gratidão](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/gratidao.html): Por:José Nunes; Em nosso País, poucos escritores sobrevivem dos rendimentos de seus livros. Somente jornalistas se mantêm com o salário proveniente do que escrevem. O leitor é o maior ganho do escritor. Mesmo que seja um único leitor que se tenha do livro publicado, no dizer do paraibano Ariano Suassuna, bastaria para justificar o ato de escrever. Meu primeiro leitor foi Nathanael Alves, a quem devo o manuseio de obras literárias que foram veredas para o prazer da leitura e do ato da escrita. Quando jovem, ele foi meu guia, me ajudou a ser menos cambembe, foi a bússola a […] - [As árvores sentem saudade](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/as-arvores-sentem-saudade.html): Por: Emerson Monteiro; Tal os animais, imagino que as árvores também sentem saudade. Soberanas vezes a gente pode comprovar isto. Dos animais, ninguém duvida, basta criar e acompanhar algum tempo. Vezes sem conta, após longos itinerários, lá de novo conosco se encontram e fazem festa de causar espanto. Alguns até, dizem ser mais sinceros do que os racionais, apesar destes também serem do mesmo reinado. Quis usar, no título, uma interrogação. Mas a escrita se propõe responder e não querer resposta. Mesmo assim, face aos desmatamentos generalizados da atualidade, isto pelo mundo inteiro, mormente nos países onde ainda existem florestas, […] - [Turismo não é Milagre: O Discurso Salvacionista não Condiz com a Sustentabilidade](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/turismo-nao-e-milagre-o-discurso-salvacionista-nao-condiz-com-a-sustentabilidade.html): Por: João Vicente Machado Sobrinho O turismo é uma atividade econômica que tem sido tratada pelos gestores públicos como uma verdadeira panaceia para o desenvolvimento e o crescimento econômico. Sobretudo quando se aplica às regiões marcadas por desigualdades históricas, onde prevalece a ausência de políticas estruturantes que possam alavancar efetivamente um desenvolvimento mais amplo. Os operadores turísticos são habitués em acenar com a simpática bandeira da geração de emprego e renda como forma de atração de divisas, usando um discurso grandiloquente de supervalorização das vocações naturais. Costuma-se incorrer no exagero e atribuir ao turismo um papel que ele jamais teve, […] - [Do pecado estrutural à culpa individual](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/do-pecado-estrutural-a-culpa-individual.html): Por: Antônio Henrique Couras; O documentário Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, funciona como um espelho incômodo. Ele não revela algo totalmente novo, mas obriga o espectador a encarar um fato já impossível de ignorar: o Brasil mudou de alma religiosa e, com ela, de imaginação política. O país que, em determinado momento do século XX, flertou com um cristianismo voltado para a justiça social, hoje se reconhece cada vez mais num discurso de mérito individual, prosperidade material e salvação privada. Essa transformação não aconteceu por acaso, nem de forma súbita. Ela é o resultado de um longo deslocamento teológico, […] - [Reunião com um Sábio](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/reuniao-com-um-sabio.html): Por: Neves Couras; Certo dia, participando de uma reunião com um Homem muito sábio, surgiram muitos questionamentos a respeito dos homens que não praticam o bem nem são bondosos com seus irmãos. Falou-se do egoísmo dos homens com poder, da falta de ética e de pessoas que não têm escrúpulos em prejudicar seus amigos e até irmãos de sangue. Diante da sabedoria daquele Homem, todos desejavam esclarecer dúvidas sobre situações que vivenciamos no dia a dia e sobre as quais, muitas vezes, não sabemos como agir, especialmente aqueles que seguem religiões que não abordam essas questões de forma direta. O […] - [Entre a lógica e as emoções](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/entre-a-logica-e-as-emocoes.html): Por: Mirtzi Lima Ribeiro; Ponderações deveriam ser efetuadas nos dias atuais, dado o cenário que se apresenta, no que diz respeito às relações pessoais e às muitas rupturas por divergências ideológicas, cujas últimas comemorações no final de ano tiveram inúmeras famílias divididas por esse motivo. Seria necessário refletir e verificar se há algum ponto de interseção, que evitasse chegar a estremecimentos, que viabilizasse reconciliações ou ao menos que houvesse um regramento para uma convivência sem momentos desagradáveis por causa disso. Entre a lógica e a razoabilidade que entram em jogo, conjugadas às emoções viscerais que norteiam muitos corações, há de […] - [Eles fazem falta](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/eles-fazem-falta.html):   Por: José Nunes; Retornei à paisagem de Alagamar. Deparei-me com os mesmos homens de rosto enrugado e olhares esperançosos como há trinta e cinco anos, quando não temiam as baionetas. Reencontrei dois personagens, com os quais recordei a luta pela conquista da terra. Falamos do apoio oferecido pela Igreja e do governo que oprimia. Lembramo-nos daqueles que arriscaram a vida por um pedaço de terra, numa causa abraçada pela fé. Para mim, os sítios exalam poesia. Meus olhos de criança viram muitos lugares cheios de magia. Muitas imagens guardadas na memória, às vezes lembradas nas minhas divagações, motivam-me. As […] - [Cristina](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/cristina.html): Por:Emerson Monteiro; Fui vê-la duas vezes, na casa de uma prima onde residia em Crato, à Rua Getúlio Vargas. Da primeira vez, levava comigo encomenda do Padre Vieira, uma carta. Ele dissera no telefone que eu deveria conhecer Cristina, e que mandava essa carta aos meus cuidados para que fosse procurá-la. Recolhida a cadeira tipo preguiçosa, estatura mirrada, retorcida no próprio espinhaço, de cabeça pendente, sem o domínio das pernas, quase nula dos braços, resistia viva há mais de quarenta anos, sob o auxílio de parentes. Filha de mãe pobre habitante das margens do Rio Grangeiro, perto da cidade, imediações […] - [A Democracia sob o risco da desinformação](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/a-democracia-sob-o-risco-da-desinformacao.html): Por: Rui Leitão; Chegamos ao ano de 2026, quando, em nosso país, serão realizadas eleições gerais. Cerca de 150 milhões de brasileiros terão a oportunidade de escolher seus representantes, tanto no Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados) quanto os governadores de Estado e o presidente da República. O Brasil se verá, mais uma vez, diante de um desafio que vem crescendo com o passar do tempo: o combate à desinformação. Desde 2018, as eleições passaram a ser fortemente marcadas pela propagação de notícias falsas ou distorcidas em grupos de aplicativos de mensagens, com produção de conteúdos que demonstram evidente […] - [Calvário, a espetacularização do ódio](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/calvario-a-espetacularizacao-do-odio.html): Por:Ulisses Barbosa; A decisão do ministro Gilmar Mendes ao mandar “trancar” a principal ação contra Ricardo Coutinho, a de chefe da “orcrim”, não só joga por terra a farsa em oito atos montada pelo MPPB em conluio com o Juiz relator do caso, algo evidente desde o início, mas explica a necessidade de muito barulho pra encobrir a verdade por trás do falso escândalo. Quero rememorar e pontuar alguns fatos. Afinal, sou testemunha ocular da história. Entrei na gestão pública em 2005, prefeito, Ricardo Coutinho. Vi uma revolução urbana, uma guinada cultural, um reposicionamento da cidade no cenário social, econômico […] - [A Flor, O Jardim e o Império: O Cerco Politico á Venezuela](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/a-flor-o-jardim-e-o-imperio-o-cerco-politico-a-venezuela.html): Por: João Vicente Machado Sobrinho; “Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada.” Esse verso de autoria de Eduardo Alves Costa foi inspirado na força poética e revolucionária de Vladimir Maiakovski e atravessou o tempo como um aviso que insiste em não ser ouvido. Ele não trata  apenas da violência explícita, mas da violência endêmica naturalizada. Aquela que avança lentamente e vem sempre disfarçada de legalidade, de moralidade ou de preocupação humanitária. A acintosa e deplorável agressão dos Estados Unidos à Venezuela, deve ser compreendida sob essa chave simbólica. Não se […] - [Um dado incômodo sobre crime, trabalho e aplicativos no Brasil](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/um-dado-incomodo-sobre-crime-trabalho-e-aplicativos-no-brasil.html): Por: Antônio Couras; Um estudo acadêmico recente e relevante mostrou que a expansão dos serviços de gig economy no Brasil — especialmente iFood e plataformas similares de entrega — está associada a uma queda nos índices de criminalidade em municípios onde esses serviços passaram a operar. A pesquisa, conduzida pela economista Isadora A. Frankenthal, ligada ao MIT, analisou dados de mais de uma centena de cidades paulistas ao longo de quase uma década e encontrou uma redução estatisticamente significativa, sobretudo em crimes patrimoniais, após a entrada das plataformas. O dado chama atenção não apenas pelo resultado, mas pelo desconforto que […] - [A doença que atingiu de reis a bispos](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/a-doenca-que-atingiu-de-reis-a-bispos.html): Por: Neves Couras; A doença mais antiga da humanidade ainda está entre nós. Mais conhecida como “lepra”, ela ainda faz vítimas no mundo, no Brasil e na Paraíba, onde, em alguns municípios, a incidência é maior. O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo. Em 2023, foram identificados mais de 22 mil casos, representando um aumento de 16%. Na Paraíba, foram registrados 420 novos casos. Embora os números sejam flutuantes, há focos de transmissão em 64 municípios, com grande preocupação em relação aos diagnósticos tardios e às sequelas. A doença é endêmica no Brasil e […] - [Aprender a apreciar](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/aprender-a-apreciar.html): Por: Mirtzi Lima Ribeiro; Estou sem pressa. Ao invés do “fast” ou “quick”, do “schnell”, do rápido, quero o “slowly”, o “langsam”. Quero o processo que respeita todas as fases, sem atalhos. Aquele que segue em um ritmo que oferece oportunidade para maturar e consolidar cada aprendizado de modo a trazer resultado mais robusto, sabendo fazer melhor e com excelência. Quero o conteúdo. Mesmo que precise começar pela superfície, pela borda, para etapa a etapa, ir adentrando, descobrindo e experimentando a essência de cada movimento. Seguir o caminho com atenção direcionada, observando e acionando os sentindo, é o coroamento ritualístico […] - [Dom Carlos, você o conhece?](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/dom-carlos-voce-o-conhece.html): Por:José Nunes; Os poemas de Carlos Newton Júnior têm o mesmo cume, todos estão num patamar de elevado significado para a literatura brasileira, sobretudo, porque carregam emoção bem acima da conta exigida pela Poesia. O significado dessa altura foi apontado por Ariano Suassuna que, deixando de lado a amizade e a aproximação com o poeta, apontou os caminhos que Carlos Newton percorreu, até encontrar a “impressionante unidade de contratastes a tradição erudita e culta dos sonetos às redondilhas que herdara do romanceiro popular português”, muito em voga na poesia de Luiz de Camões. Recordo estas palavras do mestre Ariano, filósofo […] - [O Café Voltou a Florescer?](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/o-cafe-voltou-a-florescer.html): Por: Ramalho Leite; Nos primeiros dias de abril, em Areia, foi realizado o Primeiro Encontro de Cafeicultura do Brejo Paraibano. A iniciativa é da ATURA, entidade privada que procura suprir as deficiências locais na área do turismo e da economia, ao lado do SEBRAE, UFPB e EMBRAPA e do sempre presente deputado Eduardo Carneiro, autor da proposta que deu à cidade o titulo de Capital da Cachaça. O evento me fez lembrar outra iniciativa realizada em Bananeiras, envolvendo por igual a nossa Universidade e, também, uma rápida pesquisa que naquela ocasião divulguei, com referencia à introdução do café, no Brasil […] - [Abstrações](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/abstracoes-2.html): Por: Emerson Monteiro; Uma irrealidade concreta; criações e palavras pela metade; versos soltos de um poema; ainda assim possíveis. As próprias ilusões têm forma. Entre dois vazios, o Tempo. Daí, se aprender, reunir não saber e saber. A imaginação vive disso, de contar a si o que nasceu de uma suposição. Tal poeira do pensamento, dali surgem as falas. Quais chamas de velas hipotéticas, riscam os céus de significados. Vagos horizontes de caminhos, portas abrem os meios de tocar adiante. As horas, mesmo, preenchem da existência impressões resistentes que permanecem na forma de lembranças. Fieiras imensas de lendas compõem as […] - [Entre o Véu e a Fé: Consciência ou Alienação na Saga da Humanidade?](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/entre-o-veu-e-a-fe-consciencia-ou-alienacao-na-saga-da-humanidade.html): Por: João Vicente Machado Sobrinho; A Religião tem servido de lenitivo e abrigo ao gênero humano, desde os primórdios das mais diversas civilizações. O seu surgimento trouxe junto com ela, uma grande interrogação sobre o mistério da vida, sobre a necessidade de um sentido para ela e sobre o medo da morte. As primeiras interrogações do gênero humano, sobre o sentido da vida, foram revestidas por um véu que albergava também: hierarquias, símbolos, dogmas reveladores de caminhos éticos, que obscurecem o alcance e a amplitude da consciência humana. Não é nosso propósito julgar ou colocar sob dúvidas a fé de […] - [Café e cacau contra o garimpo](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/cafe-e-cacau-contra-o-garimpo.html): Por: Antonio Henrique Couras; Em algumas aldeias do sul de Rondônia, o som que hoje marca o ritmo da vida cotidiana não é o das motosserras nem o dos motores de balsas de garimpo. É o de grãos sendo secos ao sol, de sacas sendo pesadas, de reuniões comunitárias discutindo preço, qualidade e escoamento da produção. Em vez de pepitas de ouro ou toras de madeira, o que circula ali são grãos de café robusta e amêndoas de cacau. A cena pode parecer banal à primeira vista. Mas, na Amazônia contemporânea, ela carrega um significado político profundo. Nos últimos anos, […] - [Como não te amar?](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/como-nao-te-amar.html): Por:Neves de Almeida Couras; Amei ao te ver Amei mais ao te tocar Teu olhar e tua pele suave, Teu toque em meu rosto, Teu beijo me fez adormecer Mas os dias passaram A leveza do toque despareceu O beijo já não me fazia emudecer Por onde anda você? Que me beijou e me fez ir às estrelas Será que esta viagem foi sonho? Eu quero você de volta a me abraçar Quero voltar às estrelas com teus beijos Como não te amar Se ainda guardo O toque de tua pele O gosto de teu beijo.   - [O tempo que ficou no sítio](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/o-tempo-que-ficou-no-sitio.html): Por: José Nunes; Neste período do ano, lembro do tempo que ficou no sítio, quando as árvores mudavam as folhas, os cajus, as mangas maduras se esparramavam pelo chão, os araçás amadureciam nas capoeiras, e em casa, mamãe e as meninas enfeitavam um galho de laranjeira com algodão retirado de capulhos ainda no roçado, pendurava as lembranças – caixas de fósforos cobertas com papel dourado para simbolizar o Natal. Na bodega se falava na festa que ocorreria em Serraria entre o Natal e Ano Novo, com parques de diversões, pescarias, barracas de jogos e pingos, além do pavilhão onde aconteciam […] - [Finais de Ano](https://joaovicentemachado.com.br/2026/01/finais-de-ano-2.html): Por: Mirtzi Lima Ribeiro; O fim do ano nunca será um ponto final, Ele é um marco para o eterno recomeço, Que surge como uma aurora que chega. O novo nascer do sol carrega ineditismos, Com o ainda não vivido, embora desejado, E também o que queremos realizar e viver. Final de ano é uma virada de perspectiva, É uma transformação que pede passagem, É um momento de pausa e de prospecção. Final de ano tem aspecto de retrospectiva, Daquilo que foi feito ou deixado para trás, É fagulha capaz de acender novas chamas. A noite chega e o ano […] - [A Amizade](https://joaovicentemachado.com.br/2025/12/a-amizade-2.html): Por: Neves Couras; Resolvi escrever a respeito desse tema com um único objetivo: lembrar a quem esqueceu o que é amizade. Estou me referindo ao passado não porque eu esteja vivendo lá, não, mas porque somos o que somos hoje graças a um passado que nos ensinou, que nos fez sofrer e que também nos proporcionou muitos momentos felizes, os quais, vez ou outra, queremos visitar. Não para vivermos presos a ele, mas para trazer o que foi bom e, quem sabe, reviver novamente os momentos felizes. São as músicas, os lugares, os momentos e algumas pessoas que passaram por […] - [As entrelinhas do Destino](https://joaovicentemachado.com.br/2025/12/as-entrelinhas-do-destino.html): Por: Emerson Monteiro; Falas sem conta preenchem o teto das alturas. Lá desde longe aparecem os limites, no entanto. Quais olhos abertos dalgum ser, vemos circular, no verso das criaturas, esse desejo enorme de compreender o rastro de quem anda pelo mundo. São espectros tangidos num tropel de quantas raças. Animais acesos nas fogueiras das consequências, avaliam as chances de liberdade, contudo meros autores de si mesmos. Bem que se ouve os acordes vários das sinfonias mais distantes. Daí, versões do que pudesse acontecer a qualquer momento, nisso desfilam infinitos pelas bordas da imaginação. Vadios, soltos nos gestos, visões mergulham […] ## Pages - [Página Inicial](https://joaovicentemachado.com.br/): Importante Articulistas Antonio Henrique Couras A vida secreta das janelas Bodão Ferreira O nordeste é mesmo de esquerda? Jose Nunes Augusto, a Lua e João Mirtzi Lima Ribeiro Proporção e senso de realidade Geraldo Amancio “O nordeste se enche de alegria, a chegada da chuva no sertão” Ramalho Leite O Pagador de Promessas Ulisses Barbosa Reflexões Aleatórias: O bravateiro. (Só saio morto, preso ou com a vitória) Cristina Couto Nossa Família e Nossos Agregados Avenzoar Arruda A Normalização das Ameaças Neves Couras Irei deixar para fazer amanhã Flavio Ramalho de Brito Forró na brasa Luiz Célio Rangel AMOR SEM LIMITES: […] - [Bodao Ferreira](https://joaovicentemachado.com.br/bodaoferreira): Instagram - [Cristina Couto](https://joaovicentemachado.com.br/cristinacouto): Instagram - [Luiz Célio Rangel](https://joaovicentemachado.com.br/luizceliorangel): Instagram - [Maria Rita](https://joaovicentemachado.com.br/mariarita): Instagram - [Gorette Wanderley](https://joaovicentemachado.com.br/gorettewanderley): Instagram - [Emerson Monteiro](https://joaovicentemachado.com.br/emersonmonteiro): Instagram - [Joseley Lira](https://joaovicentemachado.com.br/joseleylira): Instagram - [Neves Couras](https://joaovicentemachado.com.br/nevescouras): Instagram - [Antônio Couras](https://joaovicentemachado.com.br/antoniocouras): Instagram - [Assuntando](https://joaovicentemachado.com.br/assuntando): MAIS LIDAS - [Inicial](https://joaovicentemachado.com.br/inicial): IMPORTANTE ARTICULISTAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS FIQUE BEM INFORMADO - [Noticias](https://joaovicentemachado.com.br/noticias): MAIS LIDAS - [Seja um Apoiador](https://joaovicentemachado.com.br/seja-um-apoiador): Por quê ser um apoiador? 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